domingo, 28 de janeiro de 2024

O QUE PASSOU, NÃO PASSOU

Vamos falar a verdade: "Vidas Passadas" é um filme de menina. Os personagens são consistentes, os atores estão ótimos e a história é totalmente plausível, além de bastante adulta. Mas, em seu núcleo duro, o longa de estreia de Celine Song ostenta o maior desejo de quase todas as mulheres hétero: ser disputada por dois homens ao mesmo tempo. Essa fantasia imorrível é escancarada em bobagens como a saga "Crepúsculo", e aqui assume os ares de um dilema existencial. Dois pré-adolescentes coreanos interrompem seu namorico quando ela e a família se mudam para o Canadá. Doze anos depois, ele a localiza via Facebook, e ambos se derretem quando se reveem no Skype. Mas ela, bem prática, decide cortar logo a brincadeira, já que nenhum dos dois está disponível para trocar de país. Passam-se mais 12 anos e ela, agora casada com um branco, recebe a visita dele em Nova York. Qual de seus dois amores a Dona Baratinha irá escolher? Delicado, um pouco lento e até bastante contido, "Vidas Passadas" provoca emoções meio abafadas, e reitera a certeza de que nenhuma decisão é fácil. Eu gostei, não adorei, mas entendo quem se identifica com a trama.

17 comentários:

  1. Dúvida real: mulheres não hétero e homens (gay, bi ou hétero) não tem a fantasia de ter duas ou mais pessoas disputando a sua companhia?

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  2. Ahhh o machismo que é tão forte ao ponto de sempre estar a espreita - e a senhora até finge que aprende, mas no final é sempre a gay, branca, burguesa e sobretudo, homem… Você já foi menos óbvia, Tonya.

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    1. kkkkkkkk ai, adoro quando as gays revoltades chamam a Tony de Tonya kkkkkk e ela DE TES TA, viu? Só discordo de uma coisa, nunca achei a Tonya "menos" óbvia. Sempre li esse blog (desde os tempos da Monotemática - aliás, kd ela, hein? Bjs Mona) ja sabendo oq viria.

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    2. 08:08-TF,a Monotemática sempre aparece por aqui.

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    3. Olha que ela aparece de novo, depois não me venha com chorumelas.
      G-

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    4. 23:15-O Oscar não indicou a Greta Gerwig pra melhor
      direção,mas indicou isso aí que aparece na foto do
      post......o nome do filme parece nome de novela da
      Record e de filme espírita.Que decadência,hein,seu
      Oscár????????????kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    5. em nada tem a ver a greta fora de melhor direção com alguma indicaçao desse filme, que entrou somente em melhor filme e roteiro. se informe melhor seu im*****

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    6. 15:33-Cláudia,senta lá e engole o choro.O Oscar não
      gosta da Greta,azar do Oscar.Mas,preferem filme que
      parece nome de filme espírita ou gospel,mesmo.
      Melhor ver os filmes da Meg Ryan ou o De Repente 30.
      #prontofalei.

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    7. 15:33-Só vão aceitar a Greta num Oscar de melhor
      direção quando ela dirigir alguma patriotada.

      Só que ela jamais vai fazer algo deste tipo,felizmente.
      Ela é do cinema indie-que,particularmente,eu adoro.

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  3. nossa mas que palhaçada essa crítica hein? "qual dos dois amores dona baratinha irá escolher"? jura? kkkk
    totalmente machista e reducionista

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    1. 13:15-Nossa,mas que palhaçada tentando passar
      pano pra filme chatérrimo,hein?kkkkkkkkkkkkkkkk

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  4. Ela não teve que escolher. O filme se trata de uma pessoa que deixou uma vida e cultura pra trás. Ela teve que processar a perda do seu melhor amigo de infância. O Tony nunca morou fora do seu país e ele não entende certas nuancias da situação.

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    1. O Tony resumiu bem:é uma fantasia imorrível
      pra Crepúsculo nenhum botar defeito,mesmo.

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    2. Concordo com vc. Eu amei o filme. Eu que saí do Brasil ainda muito jovem, vendo o filme me peguei pensando nas relações que deixei aqui, da família, dos amigos. Me fez cogitar como seriam essas relações hoje se eu não tivesse ido para outro país. Me peguei pensando de como eu mudei e a analisar o comportamento das pessoas que ficaram. Como eu mudei e como elas mudaram. Achei o filme muito profundo, talvez por minhas experiências.

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    3. Filme muito profundo é um filme que está perto
      de cair no buraco.Rarará,como diz o sensacional
      José Simão.Vai indo que eu não vou.kkkkkkkkkkk

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  5. Eu senti exatamente o que vc descreveu. Só alguém que deixou o seu pais numa idade jovem, pode realmente apreciar o filme. São camadas de luto que vão sendo descascadas ao longo dos anos.

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    1. Não dá pra levar a sério um filme onde um namorado
      encontra a ex-namorada no Facebook que é o puro
      suco de estrume da internet.O Facebook,assim como
      este filme,é pura bomba.

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