sábado, 13 de janeiro de 2024

O BEBÊ E A ÁGUA DO BANHO

"Le Prénom" fez um enorme sucesso nos palcos franceses antes de virar o filme "Qual É o Nome do Bebê?", que ganhou dois prêmios César e chegou por aqui em 2013. A estrutura da obra é clássica: parentes e/ou amigos se reúnem para um inocente jantar. Aí alguém fala alguma coisa que detona uma discussão, e verdades ocultas vêm à tona. Até eu tenho um projeto para uma peça que segue este clichê. No caso de "O Nome do Bebê", a primeira montagem brasileira do texto de Matthieu Delaporte e Alexandre de la Patillière o grande problema é exatamente o nome que um casal quer dar ao seu primeiro filho. Mesmo sendo meio que um tabu na Europa até hoje, as reações são meio exageradas (uma transposição para a nossa realidade, esse nominho teria que ser Jair). Segue-se um forrobodó, mas nada é muito crível porque o elenco masculino é fraco. Quem segura a onda são as atrizes -  em especial Bianca Bin, a mais conhecida de todos, que entendeu que está numa farsa e atua de acordo. Além do mais, tive dificuldade para ouvir boa parte das falas, porque os atores contemporâneos perderam a arte milenar de projetar a voz para o fundo da plateia (e eu estava no meio). No final da contas, o público ri muito, mas esse bebê não se desenvolve belo e forte como poderia.

2 comentários:

  1. Se eu tivesse um bebê, daria o nome de Bunda.

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    1. Eu, menino: Noé, menina: Isabel, Margarida ou Rosa.

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