domingo, 3 de setembro de 2023

OUT OF TOWN

Tem horas em que é muito bom não ser mais jovem. Se eu tivesse uns 30 anos a menos, me sentiria no dever cívico de ir pelo menos um dia ao The Town, mesmo não havendo um único show no line-up que eu esteja desesperado para assistir. Vi umas coisas pela TV, achei legalzinho e agradeci a Deus por não estar lá. Principalmente na noite de sábado, quando choveu a cântaros. Afinal, já dei minha cota de sacrifício. Comecei a frequentar megashows em 1981, quando o Queen veio pela primeira vez ao Brasil, e depois ainda fui aos dois primeiros Rock in Rio, Madonna três vezes, Michael Jackson, Lady Gaga, Shakira, Tina Turner e algumas edições dos extintos Hollywood Rock e Skol Beats. Hoje acho incômodo até mesmo show em que a plateia é acomodada em mesas, essa jaboticaba tão brasileira. Num chão sem inclinação e, por vezes, tendo que confraternizar com estranhos. Bom mesmo é se aboletar numa poltrona confortável, num teatro, como nos países civilizados. Ou no recesso do próprio lar,  diante de uma tela gigante e com acesso livre à geladeira.

2 comentários:

  1. Em casa diante de um tela gigante e um sistema de som surround, não há do que reclamar.

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  2. "(...) e com acesso livre à geladeira". E ao banheiro!

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