segunda-feira, 28 de agosto de 2023

DEIXEM MEU FILHINHO SER MACHISTA

Veja só como a Espanha é um país dividido. A parte lúcida do país exige a renúncia imediata de Luís Rubiales, o presidente da federação de futebol feminino. Aquele que agarrou à força a cabeça da jogadora Jenni Hermoso e tascou-lhe um beijo na boca, em comemoração à conquista a Copa do Mundo. Enquanto isto, Ángeles Bejar, a mãe de Rubiales, se trancou numa igreja fazendo greve de fome, para que a "perseguição" ao seu pimpolho acabe o quanto antes. Por mim, tudo bem; ela que vá encontrar Jesus em pessoa, já que se recusa a pedir perdão pela péssima educação que deu ao filho.

38 comentários:

  1. A mãe do Cara de Sapato e de tantos outros aqui no Brasil.

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  2. Só brasileiro acha a Espanha desenvolvida...

    Aquilo ali é periferia da Europa.

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    1. João é nossa Ilze Scamparini. Só comenta assuntos internacionais. Dá um telhado pra ele, Tony!

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    2. Um dia,a Espanha vai ser civilizada
      como a Grã-Bretanha e a França.
      Por enquanto,é só subúrbio.Abs.

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    3. 03:36 França e Grã-Bretanha podem ser mais civilizados, mas bem menos progressistas. Ambas levaram uma década a mais para legalizar o casamento gay do que a Espanha.

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    4. Em países desenvolvidos, os bairros nobres são os que ficam na periferia e no subúrbio das grandes cidades...

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    5. 00:11-Errou,tio!!!!Ele comentou
      aqui no blog sobre o Faustão e
      a Lariça Manuela.kkkkkkkkkkkk

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    6. Gente, até outro dia as pessoas passavam fome e mudavam para o Brasil de Portugal, Espanha e Itália...ao longo do século XX isso rolou o tempo todo. Por isso vocês estão indo para a Disney de passaporte europeu...

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    7. Comiam a bruschetta que o diabo amassou...
      Não era chiqueza alguma...

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  3. O Mio Babbino Caro
    Sério mesmo que temos que viver e conviver com tanta estupidez durante todo o tempo sem ter nada que nos socorra.

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  4. O senhor é injusto. Estão fazendo um linchamento moral do cidadão, apenas por um beijo dado numa comemoração! Assédio é uma perseguição num ambiente de trabalho. Por causa de atitudes assim, que muitas pessoas inocentes, já foram perseguidas e prejudicadas, inclusive os homossexuais.

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  5. Tony, a Espanha é mais do que um país dividido, é uma sociedade que ainda não digeriu muito dos fatores que sustentaram o franquismo por tanto tempo no poder.

    Rotular a Espanha como atrasada não rola. Em termos de LGBTQIA+, estamos falando da sociedade mais progressista do mundo - ou que troca de posição com uma Islândia ou Finlândia um ou outro ano. Um casal de homens ou mulheres de mãos dadas ou beijando é algo absolutamente banal em Madrid, Barcelona ou mesmo capitais regionais espanholas, o que fácil não é a minha experiência pessoal em Paris ou Londres (e sinceramente, de Bruxelas para cima, qualquer manifestação pública de afeto já é chocante, seja hetero ou homo).

    Mas alguns dos pilares do franquismo ainda persistem com muita força. Religião, menos que na Itália que parece a cada dia se transformar na Arabia Saudita católica, mas com igrejas lotadas, metade da cidade nas ruas em qualquer procissão. Tendência a totalitarismo, onde as decisões são tomadas com pouco debate ou consenso social e qualquer figura de autoridade não aceita ser questionada - e isso tem reflexo desde a ambiente corporativo no estilo "sou eu quem mando então faz" a policial que fala de forma ultra escrota (na ultima vez na Espanha eu fiquei tão puto com um policial que me abordou mal que respondi num automático "Perdón?!" bem francês-vou-queimar-teu-carro até microssegundos depois lembrar de que sou latino americano e né, não rola de bancar na Espanha o respeito que eu imponho na França).

    O mais interessante dessa história é o que vai resultar do encontro dessas duas Espanhas. Por mais irônico que seja, o machismo é ainda mais arraigado na cultura espanhola do que a homofobia, misturado com muito de tradicionalismo que não aceita que mexam com pilares sociais fundamentais. Pelo menos a discussão está acontecendo, e isso por si mesmo já é um sinal de avanço.

    E para a galerinha sustentando a superioridade dos vizinhos do noroeste da Europa, dá uma olhada nos planos de extradição da Home Secretary britânica de extraditar requerentes de asilo para o Ruanda (ignorando as reclamações do Tribunal Europeu de Direitos Humanos) ou das proposições da candidata holandesa para chefe de governo.

    Bisous,
    Fer.

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    1. Impressionante sua dificuldade em trazer raça - o que define todas as outras questões - à frente, Fernando. Racial colorblindness para falar de uma sociedade racista e misógina não dá.

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    2. Por favor, me presenteie com seu conhecimento por não ter visto onde raça entre nessa história.

      Ambos a jogadora e o presidente da federação são brancos caucasianos de origem espanhola, correto?

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    3. Na discussão sobre atraso de locais versus outros. Fato é que o Sul da Europa é bem mais racista do que o Norte, apesar da recente onda de extrema direita.

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    4. França continua caçando meninas com vestes islâmicas, Suíça proibiu minaretes, disparada do AfD na Alemanha e demais partidos de extrema direita na Polônia, Áustria e Hungria. E don’t even get me started on Denmark que vive a beira de um Denxit há anos e faz cy doce até pros vizinhos europeus.

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    5. Amando essa discussão aqui. De fato, França prega um "Estado laico" sem liberdade de expressão e religião. Quase uma URSS. Estado tem que ser laico e celebrar todas as religiões, isso sim. Mas vdd, tanta coisa ruim acontecendo na Europa. Não dá pra proteger os países do Norte.

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    6. João,a França é uma democracia.Não
      dá pra comparar com países que,hoje
      tem uma semi-ditadura,como a Rússia.

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    7. A França é uma democracia.A Rússia
      quase nunca teve democracia,João.
      Nada a ver.

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    8. A Grã-Bretanha é bem mais inclusiva que todos os outros países... tem um homem de cor no posto mais alto da vida não real.

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    9. Não é democracia plena no momento em que censura quem quer expressar sua religião com o próprio corpo. Democracia formal e democracia material são coisas diferentes.

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  6. No critério que me interessa, entretenimento adulto televisivo para homens homossexuais, o melhor país da Europa é a República Checa! Muito a frente da França, Grã-Betanha ou Espanha!

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    1. Querido: bonitos, os homens do Leste eles são. Agora, sabe homem gato que não sabe beijar e que fode mecânico? Pegada melhor que latino americano é raro, meu amor.

      E titio Tim Krüger grava os vídeos dele na Espanha, tá? (Quase desmaiei quando cruzei com ele em Barcelona... que homem lindo, que homem grande, ô Deus abençoado que cria coisas tão lindas... hahaah)

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    2. A Grã-Bretanha não tem um grande
      partido de extrema-direita como seus
      vizinhos europeus.God Save The King!

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  7. (Caralho, não vou conseguir assistir a minha série em paz.)

    "França continua caçando meninas com vestes islâmicas", aspas, mon cher. Não é uma caça, sociedades possuem contexto e história que necessitam ser levados em consideração.

    O carater laico da republica francesa é uma vitória dos setores progressistas franceses que cumpre um objetivo claro: limitar a influência da Igreja Católica na vida social dos franceses. Até a revolução francesa, a sociedade francesa era paralisada pelos conflitos de religião com católicos tentando preservar um controle quase integral da vida social em detrimento dos protestantes, frequentemente resvalando para banho de sangue. Esse carater laico foi sendo progressivamente reafirmado junto com a separação do estado e da igreja, até mesmo como forma da unir um território integralmente católico ao Sul e Oeste, mixto ao Norte e Oeste. A Shoah/Holocausto reafirmou a importância desse carater laico do estado francês: nas vésperas da invasão nazi a França tinha implementado um sistema de identificação numérica de todos os cidadãos franceses (tipo um CPF, mas da seguridade social) que continha um primeiro número relativo a religião e que por resistência do criador, René Carmille, não caiu nas mãos dos nazistas e permitiu a França de ter o maior parcela de judeus que sobreviveram ao holocausto nos países ocupados.

    Corte para a sociedade francesa atual. A regra atual é que para a entrada em estabelecimentos que representam o Estado francês, todo sinal ostentatório de religião necessita ser retirado: crucifixos expostos, kippahs, véus. O debate atual é se abaya é ou não um sinal ostentatório ou somente uma vestimenta cultural sem significado religioso.

    Minha interpretação pessoal? As abayas que viraram moda aqui na França nada se parecem com a vestimenta do Maghreb (coloridas, com estampas e decorações) e são claras cópias das abayas dos países da península Arábica (cor única, tecido, etc). Tenho duas amigas que trabalham como professoras aqui região metropolitana de Paris e que perderam a conta das vezes que elas escutaram "deveriam esconder os braços por modéstia" de alunas (ou em francês claro "você está vestida como uma vagabunda") e da explosão dessas abayas nas classes.

    Parte de mim acha que todo mundo deveria poder utilizar o que quisesse. Mas outra parte de mim que vive aqui vê que esse princípio de liberdade de expressão individual tem sido cada vez mais utilizado como mecanismo de permitir a coerção das garotas que não usam através de muita pressão social. Eu moro do lado da Bassin de la Vilette, em um dos bairros mais multiculturais de Paris e onde existe agora uma piscina ao ar livre na Canal de l'Ourcq. Perdi as vezes em que escutei garotas de origem maghrebina em biquine ou maiô serem abordadas por homens enchendo o saco delas até que um funcionário pedisse que eles saíssem do local. Esse tipo de coerção social deveria existir em espaços públicos do Estado francês? Eu acho que não.

    Sociedade europeia moderna é complicada, meus caros.

    Boa noite final,
    Fer.

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    1. Agora fala das pessoas não brancas que sequer são contadas no censo francês. Igualdade para quem? A gente sabe que a periferia sofre.

      Cada um deve usar o que quiser...

      Essa liberdade francesa não serviu para o Haiti nem para África.

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    2. Pune o assediador não a pessoa que quer usar.

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    3. Eu acho surreal, na boa, confundir uma coisa pendurada na parede com uma vestimenta de alguém. Melhor coisa são os EUA: gente de véu te servindo, atuando nos hospitais, serviço público - e ninguém é menos americano por isso haha pelo contrário, adoro sair com muçulmanos...são super integrados diferentemente da França. Já tirou o passaporte francês pra conhecer o lugar que você tanto demoniza?

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    4. Será que pode andar pelado por Paris em nome do estado laico também?

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    5. Anônimo 29 de agosto de 2023 às 22:57: Eu acho que você não entendeu quando eu disse da ultima vez. Não estou disposto. Me erra. A tua toxicidade é inconfundível até quando você comenta como anônimo, cara. Procura ajuda e se trata.

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    6. Olha a mágoa de caboclo do Fer!
      "Me erra" q

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    7. Oi, gente!
      Só passando para dizer que postei sim anonimamente 22:57 porque nem sempre o login funciona no meu celular. Não sei o motivo. Tanto que nem falo nada fora da curva ali.

      Existe uma coisa chamada "excepcionalismo americano". Só que também existe a versão francesa. Acho que um menino que veio de um background mais difícil e que chega a Paris obviamente vai ser grato à sociedade que o recebeu. Mas, Fernando, o tempo dirá. Todo mundo sabe que a França tem sim uma xenofobia estrutural. Pouquíssimas pessoas chegam a lugares de destaque sem ser de uma procedência francesa. Olhe os poderes estabelecidos e compare com o que está do outro lado do Canal da Mancha. Não tem comparação. A Revolução Francesa foi importante mas foi seletiva e gerou incoerências. Tem que desmistificar o mito nacional ou o que Hobsbawm chamou de "revolução como ideias e revolução como fato histórico" - como fato histórico essa democracia francesa apenas serviu aos franceses. Acorda, menino. Olha a África o Caribe, o Sudeste Asiático, o enclave francês na Índia. Estuda um pouco.

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    8. Outras coisas interessantes nas suas reflexões, Fernando.

      Eu nunca vi muçulmanos mandando pessoas agirem de uma forma X nos EUA. Nunca. Talvez a censura.a suas práticas apenas gere mais radicalismo. Vivo num dos lugares mais diversos dos EUA e nunca vi isso. Acho que é um problema francês mesmo ou europeu continental.

      Você também fala de uma diferença dentre o "original" e o que há na França. É o mesmo argumento de que a pizza da Itália é a única original. Comunidades migrantes também produzem novas coisas. Cultura muda.

      Decoloniza, bee.

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    9. João, once again: o teu problema é que você constroi hipoteses de como os outros pensam, argumenta em cima disso e no final ataca querendo passar lições morais de como você está certo. Como aquele professor palestrinha-chato da academia assistindo a uma apresentação de "International Social Studies 101", completamente impermeeavel a qualquer argumento que contradiga o que ele acha certo. Não estou disposto. Não estou interessado a discutir. Pelo simples motivo que não existe dialogo possível com gente assim.

      Por exemplo? "Acho que um menino que veio de um background mais difícil e que chega a Paris obviamente vai ser grato à sociedade que o recebeu." SÉRIO, amigah? Sério mesmo? O que você sabe de como foi o meu percurso pessoal, acadêmico, profissional e social aqui na França? O que eu penso? Absolutamente nada, meu caro. E não te interessa saber, como não me interessa discutir contigo. Com o João inteligente, perspicaz, gentil, aberto e coerente de alguns anos atras? Com certeza. Com esse cara arrogante, toxico que comenta como um troll? Tenho coisas muito mais interessantes a fazer.

      E já que você trouxe origem social para a discussão: o que te diferencia neste momento dos playboys da Zona Sul com os quais você cresceu no Cosme Velho e na FND é o verniz acadêmico de inclinação à esquerda (pelo menos isso, ainda existe alguma esperança). A arrogância, a atitude de eu-sei-tudo e o comportamento condescendente são exatamente os mesmos.

      Para de encher o saco. Me erra. Se trata. Porque sei que você não é assim mas essa pessoa na qual você se transformou está insuportável.

      Fer.

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    10. Críticas anotadas.
      Insuportável eu não sou, tenho certeza disso. Tô sempre aberto a debates. Beijos, João

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  8. Enquanto isso, se esse Luis Rubiales fosse gay e beijasse um jogador à força ou se uma lésbica beijasse a Jenni Hermoso à força, eu tenho certeza: Nos dois casos hipotéticos, se a vítima ou quem quer que fosse reclamasse, iria dar acusações de homofobia pra mais de metros.

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