sexta-feira, 7 de julho de 2023

WHAM! BAM! I AM! A MAN!

Depois de mais de dois meses zanzando pela Europa de trem, voltei ao Brasil em março de 1983 com a mala carregada de discos. Era a época do que os americanos chamaram de British Invasion, com uma tonelada de novas bandas redefinindo a música pop. Eu trouxe Culture Club, Eurythmics, ABC e muitos outros. Mas o Wham!, que já tinha então alguns singles estourados, só aparecia numa daquelas compilações "Now That's What I Call Music". Eu não dei muita bola para a dupla formada por George Michael e Andrew Ridgeley: achava o som deles bobinho demais, para meninas de até 15 anos, e eu já tinha 22. Eventualmente, fui pego por hits como "Eveything She Wants", e quando George Michael engatou carreira solo, virei fã de carteirinha. Agora me redimo por não ter prestado atenção à primeira fase de sua carreira com o ótimo documentário "Wham!", que acaba de chegar à Netflix. A primeira conclusão: Andrew Ridegeley era o cara mais legal e todos os tempos. Sempre alegre, muito seguro de si, brincalhão, amigo de todas as horas, ainda tinha bom gosto na hora de escolher os figurinos da dupla e dançava bem pacas. Não fazia mais muita coisa: apesar de cantar e compor junto com Michael, não tinha um décimo do talento musical de seu colega de escola. Quando o Wahm! acaba, depois de apenas quatro anos, ele está conformado: a vida de popstar não era mesmo para ele, e já tinha dinheiro no banco suficiente para o resto da vida. Yorgos é outra história. O garoto feio, meio gordo, filho de cipriotas gregos, aos poucos se metamorfoseia num sex symbol. Sua viadagem é explícita dese os primeiros clipes, mas ele demorou muito para se assumir para si mesmo, sempre o passo mais difícil. O turbilhão que foi o Wham! durou pouco, mas deixou uma dúzia de sucessos que soam bem até hoje. Agora falta um documentário que esmiuce o resto da carreira de George Michael, inclusive as circunstâncias misteriosas de sua morte.

10 comentários:

  1. https://www.imdb.com/title/tt7155286/

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  2. Tony vc é muito foda

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  3. Estava pesquisando sobre a moda de 1989 uma época extremamente estética que gostaria de ter vivido fora do Brasil porque aqui a pós ditadura militar era uma caipirada total, com os milicos tendo destruído até hoje a cultura dos anos 60

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    1. 22:21-Nada a ver.Tem muita gente dos
      anos 60 que está na ativa até hoje-ou
      mais recente,como Rita Lee,Gal Costa,
      Zé Celso e Erasmo Carlos.

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  4. Vc que é mais vivido Tony última vez que estive em Londres ouvi de músico (a cena musical acabou) a cultura pop acabou?

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    1. Não, ela só não é mais a mesma de quando você era mais jovem.

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  5. No Paramount+ estreou recentemente uma penca de shows e documentários do George Michael. Recomendo a conferida.

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  6. O documentário do GM já saiu em mil edições diferentes desde 2017 até a versão mais recente do ano passado. Todas são ruins. O do Wham! é bem melhor. Aliás, seja lá quem está tocando o espólio do GM não está sabendo aproveitar os relançamentos direito. https://superdeluxeedition.com/news/george-michael-freedom-uncut/

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  7. Adoro Wham! Mas claro que curto GM muito mais. Idealizo uma festa inteira com tema GM do começo ao fim.

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