sábado, 29 de julho de 2023

O DESTRUIDOR DE MUNDOS

"Agora eu me tornei a Morte, a destruidora de mundos", disse Robert Oppenheimer num programa de TV, na década de 1960. O pai da bomba atômica citava o Bhagavad Gita, o livro sagrado do hinduísmo. Krishna, um avatar do deus Vishnu, explica ao guerreiro Arjuna que é ele quem decide quem morre durante uma batalha. O curioso é que, na trindade hindu, Vishnu é o deus da preservação - quem costuma botar pra quebrar é Shiva. Mas isto é assunto para outra hora. Oppenheimer nunca resolveu o dilema em que se meteu - para trazer a paz, inventou a arma mais mortífera de todos os tempos - e é este o tema central do filme de Christopher Nolan. Na verdade, ele destruiu um mundo, mas pôs outro no lugar, onde vivemos até hoje. Um mundo onde vários países possuem armas de destruição em massa, algo absolutamente aterrorizador. Mas o fato é que a bomba A só foi usada duas vezes, em 1945, e desde então as guerras voltaram a ser travadas de maneira mais convencional. Quer dizer que o plano deu certo? Pelo menos, por enquanto. Já o filme em si é menos bem-sucedido do que eu esperava. Três horas de duração são um pouco demais, e o roteiro não-linear - talvez inspirado pela concepção hinduísta do tempo - é meio confuso e, às vezes, francamente chato. Mas há muitos momentos bons, e o elenco assombroso está todo ótimo. Não param de aparecer atores famosos na tela, alguns em papéis bem pequenos. Cillian Murphy finalmente receberá sua primeira indicação ao Oscar, e periga ganhar. Já Robert Downey Jr, disputará o prêmio de coadjuvante com Ryan Gosling, por "Barbie". Aliás, a boneca ajudou muito. A campanha de marketing cruzado fez com que "Oppenheimer" se tornasse a "biopic" de maior bilheteria mundial em sua primeira semana de todos os tempos, batendo nada menos do que "Bohemian Rhapsody". Quem diria que um cientista dos meados do século 20, de quem muita gente só ouviu falar agora, atrairia mais gente aos cinemas do que Freddie Mercury?

16 comentários:

  1. Deixarei para ver no streaming porque ficar 3 horas sentados sem ir no banheiro ou ir comer bun snack não é comigo.

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  2. cresci em sp uma cidade japonesa estudei com pessoas de Hiroshima só por isso não verei essa merda uma reedição do filme que transforma Colombo estuprador ignorante buscava só ouro em herói visionário, foram cientistas alemães que inventaram a bomba um tal de Otto os americanos só executaram e sobre o ego inflado do feioso, sabe a NSA do Snowden? vc acha que esses putos não decidem quem vive e quem morre e matam pessoas secretamente? Desctroem a reputação de quem querem lembra que eu citei o caso da Gisele pós renca? o autoritarismo estão entre nós sem o átomo desde a época do imperador Augusto aliás vc sabe da onde vem o nome do mês Agosto? e do mês sete que devia ser setembro mas se chama Julio vc sabe porque? tcharam!! os filhos da puta militares ego frágil que gostam de achar que governam tudo e todos se intrometem na nossa vida em todo o momento e nem é Shiva mor

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  3. Será se a Emily Blunt emplaca uma indicação também?

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  4. Até que pra um filme do Nolan a linearidade tá bem OK.

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  5. Não acho que a bomba era necessária para acabar com a guerra.
    Essa conversa é só o lado vencedor da guerra fingindo que não fez atrocidades nenhuma...
    Um crime de guerra que jamais sequer foi a julgamento.

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    1. Pior é esquerdomacho e Red Pill
      falar mal do filme da Barbie e
      passar pano pra esse filme aí de cima.

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  6. Gostei bastante, apesar de embarrigar um pouquinho em alguns momentos. Só de não ter metaverso, viagem no tempo e personagens de capa já é um alento.

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    1. Barbie também não é um filme que tem
      estas coisas que você citou.E é ótimo.

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    2. 15:59-O filme só tem de boas 2 coisas:
      Emily Blunt e Florence Pugh.O restante....

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    3. É um filme sobre cientistas, guerra,construção da bomba atômica, intrigas políticas, culpa. É bem mais do que só duas atrizes. Você esperava o que de um filme que trata desses assuntos?

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    4. 21:29-É um filme sobre isso,aquilo,
      mais aquilo....o Mário Sérgio Conti
      resumiu bem o filme:Quer brandura,
      nirvana?Aperte o botão vermelho e
      mande uns megatons na japonesada.

      Emily Blunt e Florence Pugh são
      belas e talentosas britânicas.Por
      isso,God Save The King.

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  7. 15:59-Concordo com você,sim.Att.

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