sábado, 1 de julho de 2023

INDIANA JONES E A PASSAGEM DO TEMPO

Vi "Os Caçadores da Arca Perdida" no cinema, e olha que eu já era bem crescidinho. O sucesso do primeiro filme de Indiana Jones foi tão grande que logo vieram mais dois, todos lançados na década de 1980. Àquela altura Harrison Ford já estava beirando os 50 anos, e o personagem foi aposentado por quase duas décadas. Ressurgiu em 2008, ainda dirigido por Spielberg, num filme divertido porém esquecível. Aí a Lucasfilm foi vendida para a Disney, a mais gananciosa das produtoras de Hollywood, e é claro que a franquia seria ressuscitada. O que me traz alívio é que "Indiana Jones e a Relíquia do Destino" não é um mero caça-níqueis, e realmente traz algo de novo. Em português claro, traz a inexorável passagem do tempo. Harrison Ford agora está com 80 anos, embora aparente uns 10 a menos - e essa deve ser a idade de Indy em 1969, o ano em que se passa a ação. As primeiras duas horas do filme de James Mangold regurgitam uma espécie de "greatest hits" do arqueólogo aventureiro: tem perseguição a cavalo, trens em túneis escuros, tumbas milenares, bichos asquerosos, locações num país árabe. Mas, no final, o roteiro finalmente consegue nos levar a um lugar onde ainda não havíamos ido antes - ou melhor, a um período, e olha que não estou me referindo à terceira idade o protagonista. Mas ela também está presente, assim como uma Phoebe Waller-Bridge mais bonita do que nunca, um Antonio Banderas quase irreconhecível e um Mads Mikkelsen mais uma fvez azendo o sinistro vilão europeu. Se este for o último capítulo da saga de Indiana Jones, é um encerramento digno e criativo. Mas, com a Disney, nunca se sabe.

4 comentários:

  1. star wars indiana jones o cinema olha pro passado nada de bom acontece pedro pascal meu ator favorito do momento,

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  2. O ride do Indiana Jones está no meu top 5 de atrações dos parques da Dianey.

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