sábado, 3 de junho de 2023

YOU MUST REMEMBER THIS

Poucos estúdios de Hollywood conseguiram estabelecer um estilo próprio, reconehcível pelo público. A Metro Goldwyn-Meyer dos velhos tempos foi um deles, graças aos musicais luxuosos e ao elenco de estrelas de primeira linha. A Disney, até hoje, com seus filmes para a família, o eufemismo americano que quer dizer para crianças. A Warner faz parte desse grupo? É o que defende implicitamente a série documental "100 Anos da Warner Bros", cujos quatro episódios já estão disponíveis na HBO Max. A empresa fundada um século atrás por quatro irmãos judeus seria a mais ousada do cinema americano. O lar das histórias inesperadas e dos autores incompreendidos. A tese até que se sustenta dado o catálogo excepcional da WB, recheado de clássicos que realmente mudaram o rumo da sétima arte. A série, apesar de chapa branca, não doura a pílula. Não esconde as brigas entre os irmãos nem os contratos draconianos a que as estrelas eram submetidas. Também escarafuncha os conflitos que o estúdio viveu com seus diversos compradores, especialmente a desastrosa fusão com a America Online no final da década de 90. Mas claro que passa rápido pelo momento atual, em que a Warner é controlada pela Discovery e passa por mais um choque de culturas corporativas. De qualquer forma, "100 Anos da Warner Bros" é um tesouro, repleto de informações sobre a galera que nos deu "Casablanca", "Friends", "Batman" e tantos outros títulos inesquecíveis.

Um comentário:

  1. O Super-Homem (nunca gostei de falar Superman) está no cartaz, mas quem é sempre citado é o Batman. Ícone.

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