quarta-feira, 31 de maio de 2023

YOU CAN TURN THE WORLD ON WITH A SMILE

Mary Tyler Moore nunca ficou muito conhecida no Brasil, porque a série que levava seu nome passava aqui na quarta à tarde, no começo dos anos 1970. Nos EUA, onde "The Mary Tyler Moore Show" era exibida no horário nobre, ela se tornou um fenômeno. Já era famosa por lá por causa de outros trabalhos na TV e no cinema, mas sua sitcom, a primeira a ter uma protagonista solteira e sexualmente ativa, entrou para a história. Inclusive para a minha própria. "Mary Tyler Moore", como o programa era chamado na Globo, foi a primeira série que eu assisti por conta própria, sem pais por perto, e me marcou para sempre. Claro que eu sou público-alvo do documentário "A Dama da TV", que estreou semana passada na HBO Max. Mas o filme fala pouco da carreira de Mary dos anos 80 em diante, e tampouco dá muito destaque para sua vida pessoal. Que foi marcada por uma grande tragédia: a morte de seu filho, que até hoje não foi esclarecida como suicídio ou acidente com arma de fogo. A atriz se casou pela segunda vez com um médico 18 anos mais jovem, e ficaram juntos até ela morrer aos 80 anos de idade, em 2017, por causa de complicações da diabetes. De qualquer forma, aprendi muito mais do que eu sabia sobre uma figura importante na minha formação pessoal.

(o título dessa postagem é uma referência à letra do tema de abertura de "The Mary Tyler Moore Show", de uma época em que série de TV ainda tinha tema de abertura)

7 comentários:

  1. "...a primeira a ter uma protagonista solteira e sexualmente ativa, entrou para a história."
    Mesmo assim passava a tarde na época?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lá era no horário nobre
      G-

      Excluir
    2. Não havia tanta regulação da TV como há hoje.

      Excluir
    3. Não havia??? 10:50, naquela época havia uma coisa que não existe hoje: CENSURA. Tudo que passava na TV precisava sr exibido antes a um censor.

      "Mary Tyler Moore" não tinha cenas de sexo. Mary comentava que tinha saído com um namorado, e a gente deduzia o que tinha acontecido. Ou não.

      Excluir
  2. Eu conheço ela do filme Gente Como a Gente, em que ela interpreta o personagem de uma mãe, retratado de uma maneira muito original.

    ResponderExcluir
  3. Como sitcons como Dick Van Dike Show e Mary Tyler Moore Show eram destinados à família, eu acho que as piadas eram mais tricotadas (uma censura interna mesmo), pois tinham que agradar a um público maior. O resultado é uma pasteurização que acaba por envelhecer melhor do que sitcons mais recentes.

    ResponderExcluir
  4. Mary marcou minha infância por conta da série. Amo todas as personagens. No doc, ela me pareceu uma figura que conviveu com uma melancolia constante, desde sempre, algo que aquele sorriso cativante não conseguia dissimular.

    ResponderExcluir