sexta-feira, 5 de maio de 2023

SEGUNDO PAI

"O Pai" esteve em cartaz por quase dois anos, entre 2018 e 2020, e eu nem tomei conhecimento. Aí veio a pandemia, o filme "Meu Pai",  e eis que o espetáculo está de volta. Vi duas vezes, o longa, dirigido pelo autor Florian Zeller, e pirei o cabeção. Um texto tão engenhoso merecia ser conferido ao vivo, e lá fui eu. Folgo em dizer que Fulvio Stefanini não fica nada a dever a Anthony Hopkins. Sua interpretação do homem que afunda na demência senil é totalmente diferente, mais enérgica e mais gaiata, e tão boa quanto a do ator britânico. Quem tem algum genitor nesta fase da vida vai rir um pouco e sofre um pouco, o que é o meu caso. Mas vale muito a pena, porque "O Pai" já é uma das grandes peças do século 21.

3 comentários:

  1. Poxa, que elogio ao Stefanini, pq acho a interpretação do Hopkins umas das coisas mais impressionantes que já vi na vida, faz o espectador tb vivenciar o drama do personagem.
    Não lembro de rir com o filme, então deve ter algo de original na adaptação brasileira.
    O chato é que quando vc fala de teatro, para curtir sua dica tem que estar em São Paulo, por enquanto não tenho previsão de ir a terra da garoa.

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    1. Ler um comentário tão legal assim é tão bom quanto ler os textos do Tony.
      G-

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  2. O roteiro do filme Meu Pai é genial. É como se o autor estivesse dentro da mente de um portador de Alzheimer, uma das tristes doenças existentes. E a intetpretação do ator Anthony Hopkins é brilhante.

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