quarta-feira, 3 de maio de 2023

DECISÃO DE VOLTAR

Adotada quando bebê e criada na França uma jovem coreana volta pela primeira vez ao seu país natal aos 25 anos de idade. Ela procura a ONG onde foi entregue pelos pais e consegue contatar os dois, que não moram juntos. O pai responde na hora e ela vai conhecê-lo, mas o trata com uma indiferença que beira o desprezo. O que a garota quer mesmo é encontrar a mãe, mas esta não dá sinal de vida. Ela então resolve ficar em Seoul, onde acaba arranjando emprego e novos amigos. Esse é o tipo de história que costuma arrancar lágrimas, mas o tom lacônico do cineasta Davy Chou evita que a emoção transborde. Mas o que realmente me fez não ter empatia com a protagonista foi o fato de ela ser grosseira, egoísta e algo destrambelhada. "Retorno a Seul" é uma co-produção franco-belga rodada na Coreia do Sul, mas representou o Camboja no último Oscar porque o diretor é de ascendência cambojana - o que talvez baste para as regras atuais da Academia, sei lá. Elogiado pela crítica internacional, ficou entre os 15 semifinalistas ao prêmio de melhor filme internacional, e agora estreia no Brasil diretamente no sob demanda. É bonito, meio lento e ainda assim interessante. Mas a atitude agressiva da mocinha, provavelmente um disfarce para sua fragilidade interna, me incomodou.

Um comentário:

  1. Até Camboja ficando entre os 15 semifinalistas e Brasil sempre tomando um taca feio nessas listas do Oscar.

    ResponderExcluir