sábado, 20 de maio de 2023

CHANCHADA GAULESA

Asterix é a minha segunda paixão da banda desenhada francófona, só perdendo para o Tintin. Tenho todos os álbuns criados por Goscinny e Uderzo; depois que o primeiro morreu, a qualidade das histórias caiu muito. Mas, no cinema, só vi o primeiro filme que fizeram com atores, "Asterix e Obelix contra César", em que Gérard Depardieu finalmente encontrava o papel que nasceu para interpretar. Mais de 20 anos depois, eis que "Asterix e Obelix e o Reino do Meio" pipoca de repent"na Netflix, depis de estrear na França no começo deste ano. Mudaram todo o elenco original, e agora é o magro Giles Lellouche quem faz um Obelix bem pouco convincente. A história é original, não veio de nenhum álbum, e é previsível: os irredutíveis gauleses são chamados para ajudar uma princesa chinesa a recuperar seu trono. O tom é de chanchada rasgada, com piadas que não fariam feio num circo ou num esquete dos Trapalhões.  O melhor  do filme são mesmo Vincent Cassel como Júlio César e Marion Cotillard, ex-mulher do diretor Guillaume Canet, como uma Cleópatra branca. Vai ver, não receberam o memo avisando que a última faraó do Egito agora tem que ser negra.

4 comentários:

  1. Meu sonho é ter toda coleção do Asterix. Eu li uma boa parte da minha infância, os gibis do Asterix e Obelix,na verdade eu comecei compreender a leitura depois de ler as história desse guerreiro gaulês e seu fiel Obelix.

    ResponderExcluir
  2. O Mio Babbino Caro
    Se considerar a Núbia faz mesmo sentido Cleópatra ser negra.
    rs

    ResponderExcluir
  3. Tony,

    Dos álbuns pós-Goscinny, eu gostei de "La fille de Vercingétorix". Muito legal eles a terem colocados com dos pais (homens) adotivos e transportarem a Geração Z para 50 a.C.

    ResponderExcluir