terça-feira, 25 de abril de 2023

INTRIGAS PALACIANAS

Eu adoro séries que mexem com política internacional, e por isto é imperdoável que eu nunca tenha visto um episódio sequer de "The Americans". Agora paguei minha dívida com a Keri Russell assistindo de enfiada à primeira temporada de sua nova série, "A Diplomata", que acaba de chegar à Netflix. A atriz faz Katherine Wyler, nova embaixadora dos EUA no Reino Unido, que desembarca em Londres em meio a uma crise: um navio britânico foi bombardeado no Golfo Pérsico, há dezenas de vítimas e o principal suspeito é o Irã. O risco de uma guerra é grande. Mas este nem é o maior dos problemas dela. O núcleo duro de "A Diplomata" é a relação de Katherine com seu quase ex-marido Hal, um ex-embaixador que caiu em desgraça com o governo e agora precisa se resignar ao papel de marido. Mas claro que ele não se resigna: dá palpite em tudo, fala o que não deve, marca encontros inconvenientes e é até semi-sequestrado. Criada e escrita por Deborah Cahn, "A Diplomata" traz uma perspectiva feminina e feminista para dentro do mundo da alta política, sem jamais assumir um tom de mulherzinha nem descambar para a militância. Katherine é uma personagem complexa: super competente, às vezes insegura, sem tempo para cuidar dos cabelos que um dia fizeram a glória de Felicity. Sem grandes sequências de ação e quase que só com intrigas palacianas, "A Diplomata" me segurou na cadeira durante oito episódios, e agora estou louco para saber como a história continua.

11 comentários:

  1. "Sem assumir um tom de mulherzinha,nem
    descambar pra militância".Os EUA até hoje
    não teve uma mulher governando o país-e
    é onde nasceu o 8 de Março.Já a Grã-
    Bretanha teve 3 Primeiras-Ministras.É isso aí.

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    1. Interessante esse ponto. Só lembro de duas, por sinal do Partido Conservador.

      Keri/Felicity e minha adolescência, o início da desconstrução, o amigo gay, a amiga negra, dois gostosos disputando ela...

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    2. 20:09-Felicity é vida-e a Keri,também.

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    3. 3 mulheres e um descendente de imigrantes que chegaram ao posto de primeiro-ministro do R.U. porque parlamentarismo, né? BEM diferente do presidencialismo.

      Bom lembrar que na última vez que os britânicos resolveram escolher algo via voto direto deu na bosta gigante que é o Brexit.

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    4. Depende,Fernando-muitos países
      parlamentaristas tem ou tiveram
      primeiras-ministras.E plebiscito e
      referendo sempre é pelo voto direto.

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  2. Perturbado com esta série, cujo objetivo parece ser que mulheres poderosas exibem mudanças de humor selvagens, ataques de violência doméstica (bate no marido no Ep. 3) e discursos desequilibrados. Alguém mais chocado como eu? Desisti depois do Ep. 3.

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  3. A mesma coisa aqui: ADORO o tema politica e relaçoes internacionais com uma boa dose de intrigas e vida pessoal. Tambem assisti aos 8 episodios num domingao. E tb ja quero a segunda temporada mais rapido do que imediatamente!

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  4. Comento somente para reforçar e recomendar The Americans se ainda não começou, série ótima, sem barriga, todas as temporadas mantiveram o nível de qualidade..

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  5. E esse ator que faz o marido dela é a coisa mais tesuda do mundo!

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  6. vcs alegam gostar do tema, mas tudo nao passa de ficcao, acho uma bobajada sem fim.

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