quinta-feira, 16 de março de 2023

MAIOR DEPRÊ

Dois anos atrás, "Meu Pai" causou um enorme impacto. Dirigido pelo francês Florian Zeller e adaptado de uma peça sua, o filme falava de de maneira surpreendente sobre um homem com Alzheimer. O espectador participava da confusão mental do personagem, que achava que eram a mesma pessoa diferentes figuras que iam surgindo em seu apartamento. Era um "gimmick", claro, mas muito perspicaz e original. "Um Filho", que estreia no Brasil na semana que vem, também tem um "gimmick", mas só no final, e que está mais para um truque baixo para manipular as emoções da plateia. O filho em questão é um adolescente que não se conforma com o fato de seu pai ter trocado sua mãe por uma mulher mais jovem, e tido um filho com esta. O divórcio detona uma depressão avassaladora no rapaz, que abandona a escola e não quer saber de mais nada além de cortar os braços. Seus pais se desesperam, mas demoram a buscar ajuda profissional - algo incompreensível e imperdoável nos dias de hoje, ainda mais entre gente rica e supostamente esclarecida. "Um Filho" não chega a ser ruim, mas não agradou à crítica internacional e foi ignorado pelo Oscar. Vamos ver se Zeller se sai melhor na adaptação cinematográfica da última peça de sua trilogia, "A Mãe", Já sugeriram Glenn Close para o papel: tomara.

2 comentários:

  1. A última? Nada! Vem logo aí A PRIMA, A SOGRA, O CUNHADO kkkkk

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  2. Onde saiu essa info? Queria tanto ela ganhando Oscar pelo novo Disney boulevard

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