quarta-feira, 8 de março de 2023

ELE QUE LUTE

Ontem o Twitter pegou fogo por causa de uma suposta defesa do nazismo pelo deputado estadual João Henrique Catan (PL-MS). Acontece que o vídeo foi editado, e muita gente de esquerda caiu num tipo de golpe que a extrema direita faz para suscitar indignação. Catan na verdade não estava apoiando Hitler - ele até criticou o regime assassino que quase destruiu a Europa em meados do século 20. Mas o cara fez, sim, uma comparação descabida ao dizer que o juiz que proibiu a venda da bíblia nazista "Minha Luta" no Brasil era "talvez mais ditador" que o Adolf. Não, tolinho, o tal juiz não é pior, porque não determinou o extermínio físico de nenhum grupo étnico ou religioso. Galera esquece que o nazismo é proibido porque é uma ideologia sanguinária, que prega abertamente a morte de milhões de pessoas. Catan é um que não percebe este pequeno detalhe. Ou percebe, e brandiu o livro proibido no plenário justamente para chamar atenção. Não foi sua primeira tentativa desesperada de aparecer: esse birolista já disparou uma pistola durante uma votação de um projeto de lei de sua autoria. Sobre a liberação de armas, claro. Portanto, apesar do mal entendido, eu que não vou defender minion. Gostou de "Minha Luta"? Então, essa luta é dele.

7 comentários:

  1. Duvido que ele tenha lido. Teve um tempo em que era moda ler esses livros "proibidos", coisa que esse nem era nessa época. Livro enorme, chato, mal escrito e que ninguém conseguia terminar.

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    1. Do Centro-Oeste,eu espero qualquer coisa.

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    2. Olha o 'sudestino' preconceituoso aí! Hein, o Bozo saiu aí do sudeste não foi não?

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    3. 15:26-O Centro-Oeste disputa com
      o Sul pra ver quem é mais reaça.

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  2. Engraçado que esse deputado abjeto tem o sobrenome Catan, que é uma palavra hebraica (pequeno)....então pode ser que tenha origem judaica..

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    1. Ou pode ser um sobrenome italiano-
      da terra do Titio Mussolini,o Mussa.

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  3. Que eu lembre, o Mein Kampf tinha edições brasileiras recentes. Lembro de ter lido uma entrevista com alguém de uma dessas editoras (era pequena). O cara dizia que realmente é algo exótico de se ter no catálogo, mas que volta e meia pingava o dinheiro de alguma cópia vendida (já era na época dos livros digitais, o que barateiava os custos de editores de livros em domínio público). Então tinha mercado pra isso. O livro em si não entra na lista de símbolos nazistas proibidos pela legislação brasileira.

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