quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

A TATÁ WERNECK DOS INGLESES

"O nome completo de Galileu era Galileo Maginficio Figaro, certo?", pergunta Philomena Cunk a um especialista no Renascimento. O coitado faz força para não rir e responde à pergunta imbecil da maneira mais séria possível. Alguns dos entrevistados agem como se não soubessem que Philomena é uma falsa repórter. Um dos maiores sucessos da TV britânica atual, interpretada pela atriz Diane Morgan. Suas participações nos especiais de fim de ano "Death to 2020" e "Death to 2021" da Netflix lhe renderam uma série própria na plataforma, "O Mundo por Philomena Cunk", em que ela viaja por diversos países e revisita à sua maneira a história da humanidade, com uma bagagem cultural menor que a do Monark. Ela até se atreve a questionar qual é o melhor, o Corão ou a Bíblia (o Corão, responde um scholar sem pestanejar). E ainda interrompe a seco a narrativa sempre que lembra que determinado fato aconteceu antes do grupo belga Technotronic chegar ao topo das paradas em 1990 com "Pump Up the Jam", EM CADA UM DOS CINCO EPISÓDIOS - e eu, bobo que sou, me arrebentei de rir todas as vezes.
Tentei fazer o mesmo neste post, mas acho que não rolou. Assim como não rolaram todas as piadas que Philomena solta na maior cara de pau. Às vezes ela força a amizade, em outras se alonga mais do que o necessário. Seu estilo, que parece inspirado no Borat, lembra mais a Tatá Werneck fazendo a "Entrevista com o Especialista" no "Lady Night". Com vantagem para a brasileira, que é muito mais rápida que sua colega inglesa. Não espere aprender história com "O Mundo por Philomena Cunk". Mas quem já tiver uma noção do passado pode se divertir muito.

2 comentários:

  1. Comecei a assistir na maior boa vontade, mas não deu...é chato e repetitivo...

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  2. ... com uma bagagem cultural menor que o Monark. Kkkkkkk e por essas e outras que amo seu blog!!!

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