domingo, 22 de janeiro de 2023

WITH SOMEBODY WHO LOVES ME

Impliquei com a Whitney Houston de cara, assim que ela apareceu lá por 1985. A atitude dela era ostensivamente anti-Madonna, que havia começado sua dominação global no ano anterior. Whitney chegou a dar entrevista criticando a rival e posando de santinha. O futuro acabou provando que a verdadeira destrambelhada era aquela moça de vozeirão afinadíssimo e repertório meio cafona. Os últimos anos de Whitney Houston foram terríveis de se presenciar. Culminaram com a morte da cantora em 2012, afogada numa banheira. E ainda tiveram uma coda tenebrosa: sua filha Bobbi Kristina morreu quase do mesmo jeito, três anos depois. Tanta tragédia acabaria virando filme algum dia. Mas "I Wanna Dance with Somebody" tem roteiro de Anthony McCarten, o mesmo roteirista que não teve o menor prurido em mudar a ordem cronológica das músicas do Queen e dar a Freddie Mercury um final aparentemente feliz em "Bohemian Rhapsody". Aqui ele apronta algo parecido: dá a entender que a lendária apresentação de Whitney numa entrega do American Music Awards, quando ela cantou um medley de "I Loves You Porgy", "And I Am Telling You I'm Not Going" e "I Have Nothing", foi sua última aparição em público. Essa despedida triunfal não aconteceu; a verdade é mais triste e mais sórdida. Mas o talento da moça, assim como sua importância histórica, fazem com que ela mereça um biopic reverencial. "I Wanna Dance with Somebody" só tem de excepcional a atuação de Naomi Ackie, mas deve deixar felizes os fãs mais hardcore. Nunca fui um deles.

8 comentários:

  1. Chata , cafona, péssima atriz. Foi receber uma homenagem em Israel e não desgrudou do celular. Terminou a vida de uma maneira lamentavelmennte desgraçada. Não acho que vai deixar um legado artístico relevante no futuro.

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    1. Chata e cafona? Whitney fou uma das vozes mais poderosas que já existiram.

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    2. Chata e cafona,mesmo."FOU"?kkkkkkkkk

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    3. Agnaldo Rayol canta pra caramba e pra ser cafona tem que melhorar muito.
      Essa mulher canta como aquelas calouras do Raul Gil (eu sei que é o contrário!). Mariah Carey, Celine Dion, a nossa querida Rosana só fazem sucesso com a minha tia avó. Cantam muito, repertório horrível, figurino de madrinha de casamento americano e cenários de escola de samba.

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  2. O Mio Babbino Caro
    A sua crítica mais aguardada nos últimos dias. Concordo, mas saliento, não lembro de ter visto um filme onde percebesse a plateia tão presa à tela durante todo o tempo e nesse desenrolar, quantas memórias de bichas weekeanas e outros totalmente devotes à musa e profundamente identificadas com toda aquela glamourosa tragédia.

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    1. 01:47-Você confundiu com a Lady Gaga.
      E a crítica do Tony é ótima do começo
      até o fim.É o melhor crítico que eu conheço.

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    2. Tá bêbada menina!!!!

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  3. Quando vi que era o mesmo roteirista da cinebiografia do Freddy Mercury nem perdi tempo

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