quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

ERAM MUITAS VEZES EM HOLLYWOOD

Como é comum com filmes muito longos, o espectador sai de "Babilônia" com a sensação de ter maratonado uma minissérie. Acontece de um tudo durante as mais de três horas dessa declaração de amor ao cinema feita por Damien Chazelle: muito sexo, muitas drogas, algumas mortes, um elefante cagão, um jacaré feroz, mais drogas, festas homéricas, racismo, sexismo, jogatina, cenas que fazem rir alto, glamour, imundície e ainda mais drogas. O roteiro cobre um período crucial na história de Hollywood: o advento do cinema falado, que teve um efeito semelhante ao meteoro que eliminou os dinossauros da face da Terra. Todo um ecossistema anterior desapareceu, e os sobreviventes se juntaram a novas formas de vida. No epicentro desse turbilhão está um mexicano faz-tudo, o belíssimo Diego Calva, disposto a quase qualquer coisa para trabalhar na indústria do cinema. Adjacente a ele está uma estrela em ascensão, inspirada em Clara Bow e encarnada com fúria e cabelos anacrônicos por Margot Robbie, no auge da beleza e da star quality. E logo ali viceja um astro que já foi o maior do mundo, mas agora enfrenta a decadência física e profissional, vivido por Brad Pitt. Esses três protagonistas enfrentam câmeras que quebram, pressão dos estúdios e colunistas de fofocas, no que o folclore cristalizou como o período mais selvagem de Hollywood. A primeira hora de "Babilônia" é o equivalente cinematográfico de uma carreira de cocaína: frenética, ofegante, cheia de momentos tolamente engraçados. Depois o ritmo ralenta, claro, e a amargura predomina. No final, Chazelle solta uma montagem que me fez lembrar o desfecho de "La La Land": um resumão psicodélico da história, que no caso é a do cinema. Eu adorei, mas entendo perfeitamente que tantos excessos dão mesmo ressaca.

12 comentários:

  1. Nos anos 20 do século passado não havia racismo e sexismo. Os negros e as mulheres sabiam naturalmente o lugar deles. Estes conceitos são modernos e atuais. Não estou dizendo que são certos ou errados, mas precisa ver o contexto histórico.

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    1. Anônima 12 de janeiro de 2023 às 22:46 - A senhora defecou pelos dedos em tantas camadas com o que está escrito...

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    2. 22:46-TÁ VIAJANDO??????

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    3. Saudades do velhos tempos, nè querida?! Como era bom fazer piada de mulher, negro e gay porque eles sabiam o “seu lugar”.. 🤮

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  2. Porque não tenho mais vontade de ver filmes americanos? Sei lá! E séries também algo tá me dando uma preguiça não lembro a última coisa que vi me dedico a filmes estranhos da língua espanhola

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    1. 22:51-Você tem é vontade de ver
      filmes daqui que mais parecem
      novelas da Globabaca,aquela que
      faz o BBB-Big Babaquice Brasil.

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    2. são sempre a mesma coisa as mesmas estrelas a criatividade morreu, a audacidade. O cinema catalão é super interessante fora os espanhois gatos. Não sou só eu que acho, muitos criticos sérios acham que algo estranho esta acontecendo em hollywood talvez seja o conservadorismo dos nossos tempos ou o efeito marvel. Sobre o cinema nacional: se tivesse o financiamento adequado e um projeto sério vindo do estado não caberia tanto talento em filmes o Brasil é cheio de pessoas talentosas veja na música é uma pena mesmo que o imperilialismo e miopia de certos impessam esses talentos de brilhar e Bacurau novo clássico chupa baba ovo de americanos imperialista!!!!

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    3. Concordo, é como o pacto da branquitude, chega uma hora que não se aguenta o tal mais do mesmo e exige-se novas narrativas.
      G-

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    4. 12:35-UM TEXTÃO CHATO SEM
      LETRAS MINÚSCULAS E COM
      ERROS DE PORTUGUÊS.

      E VIVA HOLLYWOOD!!!!!

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  3. Achei estranho esse visual anacrônico da Margot Robbie. Está parecendo mais uma modelo dos anos 1980. Deve ser alguma bobagem que esse diretor superestimado achou que seria genial.

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    1. Não mudou muito esse visual da
      década de 20 pros 80,não.E ela
      e o Brad Pitt são as melhores
      coisas do filme,segundo a crítica.

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  4. O Mio Babbino Caro
    "Tantos excessos dão mesmo ressaca"
    Não sei se foi proposital, inclusive esse texto.

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