quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

OS OSCARS SÃO DE MARTE

Pelo milionésimo ano seguido, o Brasil está fora da disputa pelo Oscar de melhor filme internacional. Apesar da simpatia da crítica mundial, "Marte Um" não ficou entre os 15 semifinalistas. Não é demérito algum: a competição este ano estava ainda mais acirrada do que de costume, com candidatos fortíssimos vindos de todos os lados. Na lista divulgada hoje, não há surpresas nem omissões injustas. A Academia até que foi menos eurocêntrica do que de costume, selecionando quatro longas da Ásia (Paquistão, Índia, Camboja e Coreia do Sul), dois da América Latina (Argentina e México) e um da África (Marrocos). Além disso, entre os oito europeus, um é falado em árabe (o da Suécia) e outro em persa (da Dinamarca). Os demais vêm da França, Bélgica, Áustria, Alemanha, Irlanda e Polônia. Três dos títulos são dirigidos por mulheres (o do francês é uma negra) e pelo menos por um gay assumido (o belga). Viadagem e transexualidade surgem em pelo menos três títulos. Ou seja, os velhinhos de Hollywood estão se abrindo para o mundo e para os tempos que correm. Já vi sete dos 15, e três deles estão dando sopa no streaming. Só espero que o vencedor não seja o alemão "Nada de Novo no Front", um filme de guerra bem feito, mas que não inova em nada. Tomara que em 2023 as chances brasileiras sejam maiores, pois, a cada ano que passa, parece que o tão sonhado Oscar fica mais de longe de nós do que o planeta vermelho.

A lista:
Alemanha - Nada de Novo no Front (tem na Netflix)
Argentina - Argentina, 1985 (tem na Amazon Prime Video)
Áustria  - Corsage
Bélgica - Close
Camboja - Retorno a Seul
Coreia do Sul - Decisão de Partir
Dinamarca - Holy Spider
França - Saint-Omer
Índia - A Última Sessão de Cinema
Irlanda - A Garota Quieta
Marrocos - A Túnica Turquesa 
México - Bardo (tem na Netflix)
Paquistão - Joyland
Polônia - EO
Suécia - Garoto dos Céus

3 comentários:

  1. Pq o Brasil é sempre uma catástrofe nesse sentido?

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    1. Os filmes no Brasil são fracos, na temática, nos roteiros, nos atores e na produção e ainda tem uma galera que se acha. A pobre Argentina, nos mostra que a criatividade, e principalmente a vontade, nos leva adiante, vide o futebol e o cinema deles. A cada dez ou vinte anos aparece um "Cidade de Deus" ou um "Bacurau ". Enquanto isso vamos aturando esses telefilmes que não valem um ingresso e essas comédias insuportáveis que viraram o padrão da produção nacional.

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