sexta-feira, 7 de outubro de 2022

SISSI MANCA

Sissi está na moda. Depois de ser eternizada por três filmes estrelados por Romy Schneider nos anos 50, a mais popular imperatriz da Áustria-Hungria ressurge com força este ano. Ganhou a série "Sissi", disponível no Globoplay, em que ela aparece se masturbando e visitando, ainda virgem, um bordel em Viena. Ganhou também o filme "Corsage", que a mostra aos 40 anos e representará a Áustria no próximo Oscar. E ainda tem a série "A Imperatriz", que chegou semana passada à Netflix. O tom é bem mais sério e político do que em "Sissi", com o príncipe Maximiliano assumindo o papel de antagonista (ele depois se meteria a imperador do México e terminaria fuzilado). Mas, como na outra série, aqui também a história é fantasiada, como se o que aconteceu de verdade não fosse interessante o suficiente. Fico especialmente irritado com os figurinos. São lindos, bem coloridos, e totalmente errados para os meados do século 19. Acho que, se é para inventar, então que se deixe bem claro que se trata de uma farsa ou uma alegoria. Cenários realistas e caracterização destrambelhada só confundem a cabeça da galera.

4 comentários:

  1. Ah Tony, "A Imperatriz" é bem bacana, tem até o LuziVuzi como um dos personagens, a histórica bee da família imperial, conhecidíssima em Viena, o final da season já mostra ele dando os seus primeiros passinhos rumo ao vale...

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  2. A Netflix estaria perdida sem as suas produçoes "internacionais" (leia-se não feitas no US). Não há praticamente nada "nacional" que preste.

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  3. Imagine Netflix sem La Casa de Papel e aquela série coreana?!

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