domingo, 9 de outubro de 2022

CONGESTIONAMENTO NA TELA

É difícil classificar "Amsterdam". Trata-se de uma comédia, um filme policial, um filme político? É bom, ruim ou tudo ao mesmo tempo agora? Para começar, o novo trabalho de David O. Russell sofre da Síndrome do Diretor-Roteirista. O próprio Russell escreveu o roteiro que depois dirigiu, e isto quer dizer que nenhuma cena foi cortada pois ele acha que todas são geniais. O resultado é um longa de ritmo frenético que, ainda assim, consegue patinar da metade em diante. Não param de surgir personagens, todos vividos por atores famosos, e às vezes o espectador não sabe quem está de qual lado. O que começa como uma investigação criminal resvala numa conspiração para se instalar uma ditadura de extrema-direita nos EUA dos anos 1930. É só quando essa ameaça fica clara que o filme diz a que veio: até então, era só um divertissement caríssimo. Christian Bale beira o overacting como um médico de um olho só, Margot Robbie ficou linda de cabelos escuros e Rami Malek nunca esteve mais bonito. No entanto, mesmo com visual requintado e elenco estelar, "Amsterdam" é menos do que a soma de suas partes. É o equivalente cinematográfico de um engarrafamento: tem gente demais se cruzando na tela, e ninguém sabe direito para onde vai.

3 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Com esse cartaz que me faz lembrar o de 'O Rei da Vela' de Hélio Eichabauer. Saúdo os Pretos do Brasil nos Pretos da Dinamarca...

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  2. Congestionamento típico das novelas do Maneco,onde medalhões faziam figuração?

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  3. Se tem Taylor Swift no elenco, pode esperar que vai fracassar. Mesmo que não seja culpa dela, a moça é um ímã de bomba no cinema.

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