sexta-feira, 2 de setembro de 2022

MASCULINIDADE TOSCA

Trair ou não trair, eis a questão. Eis aí também a dúvida existencial de Rodrigo, o protagonista do monólogo "Muito pelo Contrário", que estreia hoje em São Paulo. Escrito pelo escritor e colunista da Folha Antonio Prata e interpretado por Emilio Orciollo Netto, o texto começa bem despretensioso, com um pai atarantado com seu bebê de dois anos (que nunca aparece em cena). Ele está contente no meio daquela alegre confusão de fraldas e mamadeiras, mas tem algo que o incomoda: faz tempo que não transa com sua mulher. E justo agora, nesse período de seca, surgiu a oportunidade de uma bimbada casual com uma colega de trabalho, que mora em outra cidade. Essa situação dá margem a uma interessante DR interna do rapaz, que se pergunta porque sua geração saiu tão mais careta que as dos pais, que foram hippies e adeptos do amor livre. Ele, ao contrário, se vê preso no que chama de "masculinidade tosca" - que, na minha opinião, deveria ser o título da peça, ao invés do genérico "Muito pelo Contrário". Com apenas uma hora de duração, ritmo ágil, boas piadas e momentos de emoção, o espetáculo consegue ser leve e profundo ao mesmo tempo. E sim, eu acho que o protagonista deveria trair.

6 comentários:

  1. Já se viu em situação semelhante? E aí? traiu?

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  2. Nascer homem no século 21 é ouvir que você é a causa de todos os seus problemas, os problemas das mulheres e os problemas da humanidade.

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  3. O tony e o marido tem relacionamento aberto! Que inveja conseguir se respeitar e se amar por quase 30 anos vivendo um relacionamento moderno.

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  4. cara a caretisse está chocando!!!! e não é só no Brasil o pais mais religioso do mundo! Londres meu deus é muito mais careta do que era! Nova York desde o Giuliani que a cidade não me desce!

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