domingo, 11 de setembro de 2022

MAMÃE NÃO QUER QUE EU CASE

À primeira vista, "Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito" aborda um tema clássico das comédias: o embate entre sogra e nora pelo favoritismo do filho/marido. Mas o texto de Eduardo Baker vai além: tem um componente macabro, que filia a peça a clássicos como "Arsênico e Alfazema". Vera Fischer está esplendorosa como a matriarca Dulce Carmona, e começa a ocupar um lugar parecido ao de Tônia Carrero no teatro brasileiro. Larissa Maciel exibe um lado ferino que as novelas bíblicas da Record não lhe permitem, e Mouhamed Harfouch chega a lembrar Oscarito, ao tornar sua linguagem corporal tão importante quanto os diálogos. "Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito", que fica em cartaz no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, até o final de outubro, é um entretenimento elegante, mesmo levantando algumas lebres incômodas.

4 comentários:

  1. Agora fiquei curioso, geralmente essas comédias brasileiras são tão tolas; tanto no cinema, quanto no teatro.
    Legal a Vera ter esse reconhecimento, sempre gostei dela como atriz; agora perdendo a beleza física pode entrar numa nova fase profissional, espero que não engorde muito, pq isso parece que atrapalha os atores de várias formas na profissão.

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    1. Depende do texto. As atuais sim, são tolas e sem graça. Mas textos de autores mais antigos como Oduvaldo Vianna Filho, Mauro Rasi, Roberto Athayde e Miguel M. Abrahão são clássicos da comédia que deveriam ser reencenados sempre...

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  2. Muito obrigado pelo olhar e carinho! Ficamos muito felizes!

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  3. Essa peça tem a mesma premissa do texto "Mamãe Não quer que eu Case" de Marcos Cruz...

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