quinta-feira, 29 de setembro de 2022

I WANNA BE LOVED BY YOU

Marilyn Monroe foi amaldiçoada duas vezes. Primeiro com uma mãe esquizofrênica, que tentou matá-la na infância e encheu sua cabeça de caraminholas sobre um pai ausente rico e poderoso. Depois, com um corpo escultural, um rosto lindo e um borogodó de levantar defunto. Todo mundo queria um pedaço de seu corpo; pouquíssimos se preocupavam com a Norma Jean que ela nunca deixou de ser. Nada disso é novidade. Nenhum outro artista foi tão dissecado em livros, filmes, peças de teatro. Tudo isso garantiu a Marilyn, que viveu apenas 10 anos de fama, se eternizasse com a maior estrela de cinema de todos os tempos. Mesmo sendo bastante familiarizado com sua vida e obra, o filme "Blonde", que chegou ontem à Netflix, traz detalhes que eu não conhecia. Nunca tinha ouvido falar de seu caso a três com Cass e Eddy G., respectivamente, filhos de Charlie Chaplin e Edward G. Robinson. Os dois eram lindos e inseparáveis, e provavelmente usavam Marilyn para não dar na cara que estavam cada um namorando seu próprio gêmeo. "Blonde" também é um filme de arte, cheio de sequências oníricas, com fotografia impecável, uso preciso da trilha sonora, montagem ousada e atuações impecáveis - ninguém mais, claro, do que Ana de Armas, que merece muito uma indicação ao Oscar. Mas também é um longa excruciante. Um pouco depois da primeira hora, começa a bater um fartão de tantas cenas de dor e sofrimento, e olha que ainda faltam uma hora e 47 minutos. Marilyn é estuprada, faz abortos, perde um bebê, apanha, é humilhada, apalpada e jogada no chão. Ela só queria ser amada, e chamava seus péssimos maridos - Joe Di Maggio, identificado apenas como "o ex-atleta", e Arthur Miller, "o dramaturgo" - de daddy, O diretor e roteirista Dominik Moll logra transformar em tragédia até os momentos de triunfo, e ignora totalmente o humor que ela tinha - caso contrário, não teria sido uma grande comediante. Todo mundo ainda prefere a loura, mas a obra definitiva sobre Marilyn Monroe ainda não foi feita.

6 comentários:

  1. Essa parte do trisal é inventada no livro, como várias outras.

    ResponderExcluir
  2. É um filme muito longo, por vezes difícil de assistir. Ana de Armas está fantástica e a montagem e fotografia estão divinas. E que direção, achei um dos filmes obrigatórios do ano apesar de justamente quando termina você ficar sentindo que faltou algo.

    ResponderExcluir
  3. 1- Filmes que não são exibidos nos cinemas deveriam ser proibidos de concorrem ao Oscar, já tá virando bagunça;
    2- Se os dois caras formavam um trisal com ela, então eram dois bissexuais, porque gays não tem caso com mulheres; É preciso pararem de confundir bissexual com homossexual. Eu sou homossexual e não tenho, nunca tive e nunca terei interesse em ter caso com mulher nenhuma!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 18:56-É......mas gays e bis são
      discriminados DO MESMO JEITO!!!!

      Excluir
    2. Mas não falei que não são, aliás, homens bissexuais são mais dicscriminados do que gays e qualquer outra letrra do lgbt... porém mulheres bissexuais não são discriminadas, são até celebradas por isso.

      Excluir