sábado, 20 de agosto de 2022

O CAMINHO ATÉ AQUI

Outro dia eu escrevi na minha coluna no F5 que um certo ator famoso havia saído do armário, e levei porrada nos comentários. Leitores xóvens disseram que eu estava passando recibo de idoso, ao usar um termo ultrapassado que não corresponde mais à realidade. Para eles, ninguém mais precisa se assumir, outra palavra em desuso. Os direitos dos LGBTc. estiveram sempre aí, naturais como a água e o ar. Essa garotada não tem a mais puta ideia da luta que foi para chegarmos até aqui. Na verdade, nem eu sabia direito. Mas o livro "Movimento LGBTI+ - Uma Breve História do Século XIX aos Nossos Dias" ampliou meus horizontes. O advogado e ativista Renan Quinalha dá uma panorâmica nesse caminho acidentado, destacando três momentos: o surgimento das primeiras organizações homossexuais na Alemanha, no final do século 19, que só foram sufocadas pela ascensão dos nazistas na década de 1930; a eclosão de uma nova consciência gay nos EUA do pós-guerra, que culminou com a revolta de Stonewall (uma entre tantas, mas a que se fixou no imaginário popular); e o movimento no Brasil, nascido ainda na ditadura militar e hoje ameaçado por uma proto-ditadura militar. O texto é um pouco acadêmico demais para o meu intelecto limitado, mas vamo que vamo. Recomendo aos mais novinhos que também venham.

9 comentários:

  1. Bom...Renan podia ser um pouco menos gay padrão. Mas talvez isso ajude na consciência das pessoas, atraindo leitores e seguidores.

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    1. Nesse sentido de padrão, o oposto dele é meu amado Trevisan. “Devassos no Paraíso” não tem a mesma pretensão do livro do Renan, mas a leitura é deliciosa. Toda gay devia ter em casa - então já deixo de dica de presente prazamigue. (Não é publipost hehehe)

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    2. Renan é chato é super xiita.

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  2. Não fosse o poder de persuasão dos Estados Unidos, a Alemanha teria um papel mais valorizado na história do movimento gay. Karl Heinrich Ulrichs merece ser lembrado por todos nós.

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    1. Teria inclusive dizimado a todos nós em lindos acampamentos identificados por triângulos rosas. Pobre Alemanha, EUAs escrotos.

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    2. Bom...teve um regime totalitário no meio do caminho...

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    3. Viado alemão é tão raro como torcedor
      da Portuguesa.Os alemães que vieram
      pra cá são 95% machos e reaças.

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  3. O livro fala sobre O LAMPIAO? Que eu saiba O LAMPIAO foi primeiro (com tiragem boa e que foi distribuído e vendido por algum tempo de forma constante) jornal impresso com temática assumidamente gay (ainda que escrevessem tb sobre outros assuntos, a puata sobre gays, trans etc era majoritária) do Brasil e em plena ditadura militar. Meus aplausos pra esse bando de homens, jornalistas ou não, que fizeram parte do jornal. Homens (não sei se tinha mulher tb) talentosos, corajosos, ousados, maravilhosos, fortes (ou fracos), incisivos (ou suaves) gays e viados - com orgulho!!

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    1. Um deles não conheceu amor e virou uma bicha amarga.

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