sexta-feira, 12 de agosto de 2022

MR. SANDMAN, BRING ME A DREAM

Descobri Neil Gaiman tardiamente. Minha aversão a super-heróis fez com que eu jamais tenha lido uma única HQ escrita por ele. Mas gostei bastante da série "American Gods", bruscamente interrompida depois de três temporadas, e adorei "Sandman", que terminei de ver ontem à noite. A versão da Netflix irritou os reaças porque vários personagens mudaram de raça e/ou gênero, mas o próprio Gaiman lembrou a todos que estamos em 2022. O protagonista, para quem não sabe, é uma entidade chamada Morpheus, um deus não-onipotente que controla os sonhos e os pesadelos da humanidade. Sandman, como ele é mais conhecido pelo povão, é também um personagem infantil no mundo anglófono, que joga areia nos olhos das crianças para que elas sintam sono. Gaiman é chegado em criar mitologias: os irmãos de Sandman, ou o Sonho, são a Morte, o Desejo, o Desespero e a Destruição, todos com nomes que começam com D em inglês. O melhor episódio é o 6, que pode ser visto sozinho: ali é contada a história do homem que Sandman e a Morte resolveram tornar imortal, só para ver se ele não iria enjoar da vida. E a melhor cena é o já folclórico embate entre Sandman e Lúcifer, vivido pela gigantesca Gwendoline Christie. Pena que os memes tragam spoilers.

31 comentários:

  1. Tem viadagem na série?

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    1. Te entendo. American Gods entregou a cena de sexo gay mais banal, explícita, poética e bela da dramaturgia não-pornô.

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    2. Tem viadagem sim. O vilão Coríntio é gay e pega dois caras para transar. Já Desejo, irmão do Sandman, é não-binárie.

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    3. Os seis primeiros são ótimos, mas o restante é péssimo!

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    4. ACHEI UMA BOSTA! Esperava muito mais, muito disneyficado quando lembro do Sandman penso no the cure no sister of mercy no clube Madame satã sinceramente gostaria de ver uma coisa mais gótica e não gostei dos personagens novos!

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  2. E onde não tem viado?

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  3. Isso parece mais um truque barato de colocar uma mulher "bi" como uma versão feminina do John Constantine.
    Neste ponto, não espero nada menos da Netflix. Praticamente se tornou o forte deles.
    Se for uma nova série da Netflix e tiver qualquer tipo de material de origem conhecido.
    Espere que eles façam uma mudança racial, LGBTQ ou de gênero de um personagem.

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  4. Me irrita o ataque e apagamento constante aos personagens homens.
    Tínhamos um forte caráter John Constantine, mas não podemos mais ter isso.
    Este é apenas mais um golpe para o lado masculino. Eu nem estou mais surpreso.

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  5. Jenna Coleman não tem nada da dureza ou abatimento do Constantine.
    Eles Neil Gaiman e a Netflix transformaram John em uma mulher bonitinha. Bochechas coradas?
    Essa não é o Constantine.

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    1. O problema maior foi de direitos. "Sandman" teve os direitos comprados pela Netflix, mas Constantine ainda pertence a DC, que pertence a Warner. Então um Constantine homem seria infração de direitos pertencentes a DC. Uma Constantine mulher, não.

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  6. Antes de ficar repetindo John Constantine em vários tópicos, se informem, o personagem dele NÃO foi autorizado por quem tem os direitos. A HBO Max fará uma série exclusiva dele. Portanto, foi criado um novo personagem para substitui lo em Sandman, no caso o da Jenna Coleman. Paciência, essa foi a forma de filmar Sandman, ou então não seria filmado.

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    1. Deixa de ser ingênuo!
      Gaiman já deixa claro em declarações que independentemente de restrições, ele teria mudado o Constantine.
      De qualquer maneira. É tudo para agradar à agenda feminista, roubando a história e personalidade de um personagem masculino com muitos fãs.

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    2. Trocaram o gênero de Constantine, não para acrescentar nada à narrativa.
      Simplesmente porque havia uma questão de direitos autorais.
      Negocie, resolva a questão.
      Esperamos muito para ter que adaptar um personagem tão crucial por questões de direitos autorais.

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    3. 16:02 Vá reclamar com o JJ Abrams que está enrolando para fazer um novo projeto com Constantine. E viado vir com papinho de "agenda feminista" é o cúmulo da estupidez. Deve ser desses nerdolas se rasgando de raiva com o novo filme do Predador porque a escolha de ter como protagonista a menina indígena tirou a chance de se masturbar vendo homem branco musculoso.

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    4. 18:35 Engraçado esses comentários insinuando que qualquer homem que critique uma mulher é um gay enrustido, isso vindo de pessoas supostamente progressistas, então gays que gostam de divas pop são héteros enrustidos?

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    5. 16:02 seu idiota, leia essa notícia, mesmo que o J.J. Abrams liberasse o direito de usar o personagem John Constantine ainda, sim, o Neil Gaiman iria trocar o gênero para uma versão feminina, essa sempre foi a ideia dele.

      Sandman: Neil Gaiman não queria John Constantine na série e explica escolha de Jenna Coleman

      Jenna Coleman interpreta Johanna Constantine na série Sandman da Netflix, no lugar de John Constantine nas HQs.

      Sandman, adaptação da aclamada saga em quadrinhos escrita por Neil Gaiman, está fazendo sucesso no catálogo da Netflix. Um dos assuntos mais comentados da série é a ausência do personagem John Constantine, que foi substituído por Johanna Constantine, interpretada por Jenna Coleman. Por isso, Neil Gaiman resolveu explicar o que envolveu essa mudança na série, que é mais simples do que parece.
      Sandman: Compare os personagens da série da Netflix com os dos quadrinhos Existiram rumores de que Johanna de Jenna Coleman ficou no lugar de John na série da Netflix por causa de problemas de direitos do personagens – levando em conta que J.J. Abrams está desenvolvendo uma série de Constantine para a HBO Max – ou por uma escolha de troca de gênero na produção. Mas vale lembrar que realmente existe uma Johanna nos quadrinhos, que é justamente uma ancestral de John.
      Neil Gaiman confessou que os direitos de Constantine são complicados, mas revelou que ter a mesma pessoa interpretando o atual Constantine e seu antepassado sempre fez parte do plano para a série. Inclusive, John Constantine não é criação de Gaiman, enquanto Johanna foi uma criação do autor nos quadrinhos de Sandman, o que lhe dá um pouco mais de controle criativo sobre a personagem.

      "Quando olhamos para o que faríamos em toda a série, sabíamos que teríamos Lady Johanna Constantine conhecendo Sonho em um pub. E se vamos fazer isso e queremos uma atriz realmente elegante para retratá-la, então teremos que dar a essa atriz mais o que fazer do que apenas encontrá-lo uma vez em um pub. Como realmente não haviam muitas mulheres no começo, a ideia de que poderíamos encontrar uma pessoa e tê-la para fazer as duas coisas, parecia legal e direto", conta em entrevista à Slash Film.

      Neil Gaiman não queria John Constantine na série de Sandman

      Neil Gaiman ressalta que, embora existissem restrições sobre John Constantine que ele inicialmente desconhecia, a decisão de escalar Johanna Constantine foi tomada logo no começo da produção.

      "Mais tarde, me disseram que havia todos os tipos de restrições sobre o uso de Constantine e que JJ Abrams havia trazido essas coisas, e as pessoas estavam dizendo: 'Ah! Você deve estar fazendo isso por causa disso', e eu gostaria de poder dizer, 'Bem, sim, nós queríamos John Constantine', mas não. Na verdade, conversamos sobre isso inicialmente – sentados e jantando antes de lançarmos para a Netflix e todo mundo, essa foi um dos coisas que meio que pareciam fazer sentido. Era grande e óbvio que iríamos [escalar uma mulher]", esclarece Gaiman de uma vez por todas sobre esse assunto.

      Sobre o resultado final, Neil gaiman rasgou elogios para Jenna Coleman como Johanna Constantine, revelando que acha a melhor versão de Constantine em live-action superando até mesmo a de Keanu Reeves no filme de 2005 e de Matt Ryan na série da CW, que teve apenas uma temporada. "Eu acho que Jenna é a melhor Constantine em tela até agora, e estranhamente de alguma forma a mais verdadeira, porque ela tem o humor, a atratividade e aquela qualidade desprezível e condenada. Você sabe que se você se apaixonar por ela, você está morto... e também sabe que não pode deixar de se apaixonar por ela".

      Link: https://web.archive.org/web/20220812...oticia-164885/

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    6. 18:35 sabe o que é engraçado é que o John Constantine é bissexual nos quadrinhos. Então o seriado está apelando para a fantasia masculina de ver lésbicas se pegando segundo a sua lógica?

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    7. Mentira, mentira, mentira.
      Não foi usado uns Constantine homem por direitos autorais.
      ACEITEM

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  7. Reclamem com a Warner que não cedeu direitos para um Constantine homem.

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  8. Neil Gaiman pode explicar o quanto quiser, enquanto tenta se manter fiel aos seus personagens do Sandman.
    Ele fode a criação de outra pessoa se intrometendo com John Constantine.

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  9. Johanna Constantine como ancestral do John, mostrada em algum flashback antes do presente.
    Mas no presente, o principal Constantine deveria ser John na série.
    Então, eles não apenas fazem com que John não exista na série.
    Mas uma das maiores histórias que envolvem John não sendo capaz de salvar Astra de ser puxada para o inferno.
    Não é algo que aconteceu com Johanna.
    Ao usar essa nova personagem Johanna, deveriam ter escrito novas histórias para ela.
    Mas pegar o que John experimentou e fazer com a Johanna é apenas preguiçoso e triste.

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  10. Não importa quão boa atriz ou quão interessante sua personagem seja, não é John Constantine.

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  11. 2022 tem que incluir todo mundo nas séries e filmes, senão são racistas e sexistas.

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  12. Te chamam de racista por querer respeitar e ser fiel ao cânone.

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  13. Aquele ator Jamie Campbell Bower teria sido um ótimo escolha para ser Lúcifer na série Sandman, não só ele parece com o David Bowie que foi a inspiração para o visual do personagem nos quadrinhos como também já interpretou um ótimo vilão na série Stranger Things.

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  14. Além dos irmãos mencionados também tem Destino e Delírio.
    Netflix fez um belo trabalho de produção, o elenco está ótimo, mas Tom Sturridge, ator que dá vida ao personagem-título deu vida a meu personagem preferido no panteão de Gaiman do jeito que eu esperava. E espero que o seriado siga até o fim, é uma jornada que vale à pena.

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  15. Terminei agora o arco principal só não vi o ep novo .
    Como conclusão geral avalio como 7/10 acho o ritmo extremamente irregular não precisavam de um episódio inteiro só prós capitorios do morpheus aquilo era um pohe , o EP da Constantine também o final parecia série adolescente , o arco da rose Walker era bem desinteressante e podia ter diminuído me julgue mas já acho que dura demais nas HQs , senti falta da estética gótica especialmente na casa que a Rose fica , os cenários são magníficos inferno e sonhar são espetaculares mas seus habitantes nem tanto o inferno parecem personagens de mortal Kombat , morpheus está muito sem moral nessa série ele praticamente é desmoralizado o tempo todo e mal se preocupa em se impor as vez Luciene parece mais consciente do trabalho dele do que ele próprio que é um ser além do divino , caracterização dos perpétuos é um tanto fraca podia ter escolhido uma atriz melhor pra morte " mas ela pode trocar de forma pra se adequar pro povo " ela permanece com aquela aparência na Inglaterra do século 13 achei mega forçado e eles apresentaram esse conceito no morpheus, podiam ter no mínimo pintado o cabelo do desejo e a atriz que fez aquela segurança no final do primeiro episódio parecia mais a desespero que a desespero, nenhum deles me convenceu como irmãos , a trilha sonora é boa . Senti uma sensação meio American god. de inventar mais do que precisava mas por enquanto sem cagar no negócio.

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  16. Interessante q falam tanto q não dá para fazer um filme de Sandman por ser uma midia muito curta, mas a serie tem um monte de linguiça

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