quinta-feira, 14 de julho de 2022

ELVIS IS IN THE BUILDING

"Ele é branco, mas tem voz de negro. E é isto o que o público quer". Foi assim que o produtor de Rick Astley definiu o cantor de "Never Gonna Give You Up", em 1988. A mesma descrição caberia em Elvis Presley, três décadas antes, e eu me pergunto se o público de hoje ainda quer a mesma coisa. "Elvis", o filme, estressa várias vezes esse ponto, e faz do maior nome do rock'n'roll um anjo do antirracismo. Uma espécie de embaixador, que descia ao subterrâneo dos negros para trazer ritmos e danças pecaminosas à superfície dos brancos. Consta que o verdadeiro Elvis não era tão bonzinho atrás, mas no longa de Baz Luhrmann ele praticamente não tem defeitos. A não ser uma ingenuidade colossal, que o faz ser tapeado por seu empresário, o asqueroso Coronel Parker, durante quase toda sua carreira. O roteiro de "Elvis" não mergulha na psiquê do personagem, e eu saí do cinema sem saber o que levou o astro a comer tanto e a se drogar tanto nos últimos anos de sua curta vida. Mas talvez não houvesse mesmo no que mergulhar. O Elvis histórico talvez fosse só voz e corpo, sem muita coisa na cabeça. Mesmo sem chegar a uma conclusão, "Elvis" é espetacular. A montagem é de tirar o fôlego cheia de letreiros e efeitinhos, e me manteve grudado na tela por quase duas horas e meia. Há muita ênfase no especial de TV de 1968, que deu um reboot na carreira de Elvis Presley, e pouca nos filmes bobos que ele estrelou no começo dos anos 60. Mas as músicas estão todas lá, e as atuações são soberbas. Tom Hanks vem sendo malhado pelos tom ligeiramente over que deu ao Coronel Parker, mas eu achei que combinou com o estilo esfuziante de Luhrmann. E Austin Butler, no papel principal, é uma supernova explodindo à nossa frente. Lindo, com um certo ar de Travolta aos 20 anos de idade, ele recebe de frente o espírito do biografado e se torna seu cavalo. Um cavalo belíssimo, arisco, com todos os gritos e rebolados que tornaram o original uma ameaça à civilização ocidental. Que não teme nada mais do que o desejo feminino, liberado por "The Pelvis" aos borbotões.

26 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Vi Bohemian Rapsody e Rocketman, que gostei mais. Elvis não me anima não. Seria questão de geração?

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    1. O filme do Elvis é melhor que
      o Bohemian,com certeza.

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  2. Elvis era um bronco, não tinha nenhum refinamento intelectual , era um ator canastrão e na sua fase Las Vegas cantava como se tivesse um ovo na boca e se vestia como o Liberace. Só que era foda pra caralho !

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    1. Resumindo:você não gosta de pobre.
      Vai pra casa do caralho!

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    2. Resumindo: BURRO!

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. José Ninguém não entendeu nada.

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  3. Acabei de chegar do cinema. Filmaço! Destaque para a edição que deu um tom totalmente dinâmico à narrativa. Eu achei a atuação do Tom Hanks impecável.

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  4. É do mesmo cara que fez Moulin Roge

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  5. A relação dele com as drogas remonta aos dias de serviço militar (ou seja, bem no começo da carreira). Os últimos anos foram uma enorme gangorra de remédios pra dormir com remédios pra acordar e uma dieta de parar o coração. Tantas outras celebridades morreram com coquetéis parecidos. Inclusive até hoje (Michael Jackson, Prince, Whitney).

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  6. Depressão...
    Não existia ainda um tratamento eficaz.
    Compulsão alimentícia é algo típico de pessoa deprimida (algumas emagrecem, mas nem todas).

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    1. Hoje em dia entupiria o cu de Venvanse.

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    2. 02:38-Não,entupiria de comida,mesmo.
      E vai ouvir zezé de camargo,seu pilantra.

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    3. Venvanse não é exatamente antidepressivo. Teria várias opções hoje em dia. Inclusive remédios específicos para compulsão.

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    4. João,o remédio pra ele era comida,mesmo.

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    5. Joãozinho,pra pobre,comida é remédio.

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    6. Affe...tá muito longe da realidade isso. Pobre frequenta psiquiatria também. Não tô dizendo que oportunidades são iguais. Mas é um mito achar que psiquiatra é coisa de rico.

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    7. Pobre frequenta psiquiatria?????
      Só se for no NHS inglês.Aqui......
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    8. Vc tá muito enganado mesmo, Anônimo!!! Rivotril é baratíssimo, todo mundo toma. E tem serviço público sim disso dependendo de onde vc vive...nunca ouviu falar no CAPS?! Bicha burra bj

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  7. Já que todo munda está dando palpite sobre pq ela acabou do jeito que acabou, eu também vou dar o meu.
    Ele, como várias outras celebridades, morreu pelo abuso de uma droga muito potente chamada popularidade. Uma vez que você tem contato com essa droga, você fica viciado muito fácil e quer sempre mais e mais. Para conseguir isso, acaba usando várias outras drogas e métodos que vão corroendo sua vida aos poucos.
    Hoje em dia, por causa do YouTube, TikTok e coisaa do tipo, essa deoga vem se espalhando de forma desenfreada.

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    1. Seu comentário não é palpite:É REAL.

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  8. Elvis é incrível. Espero que o filme honre a grandeza da arte do cara.

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  9. Não achei o ator nada parecido com Elvis.

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    1. Ele é muito bonito,mesmo!!!-se
      chama Austin Butler.

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