quinta-feira, 28 de julho de 2022

CAPITALISMO DOMESTICADO

O mundo inteiro esperava que a Espanha escolhesse "Mães Paralelas" como seu representante no último Oscar. Mas, volta e meia, Pedro Almodóvar é esnobado em prol de algum diretor menos conhecido no exterior. Foi o que aconteceu: os espanhóis inscreveram "El Buen Patrón", de Fernando de León Aranoa, que acabou ficando entre os 15 semifinalistas. Também recebeu espantosas 20 indicações ao Goya e venceu em cinco categorias, inclusive melhor filme, melhor diretor e melhor ator para Javier Bardem. O sr. Penélope Cruz de fato está ótimo como um empresário provinciano, dono de uma fábrica de balanças, que gosta de ser amiguinho de seus funcionários e bancar o capitalista com consciência social. Suas boas intenções são postas à prova ao longo de uma única semana em que, tendo que aparentar tranquilidade para concorrer a um prêmio regional, ele enfrenta uma miríade de problemas simultâneos. Um funcionário demitido acampa na porta da fábrica, a jovem estagiária que se engraça com ele é filha de um amigo e por aí vai. Minha expectativa era grande, mas não gostei tanto assim. Devo ter perdido algumas coisas, pois o Star+ não oferece versão legendada, só dublada, e eu preferi assistir com som original. Valeu pelo Bardem, cada vez mais parecido com Anthony Quinn.

2 comentários:

  1. O Javier Bardem está a cara do Paulo Guedes nesse cartaz!

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  2. Mães paralelas é bem mais ou menos se comparados a outros Almodóvares incríveis que foram esnobados

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