quarta-feira, 20 de julho de 2022

AGORA É QUE SÃO ELAS

Andréa Beltrão não para de me surpreender. É incrível pensar que a mesma atriz que encarnou a esfuziante Hebe Camargo agora faz uma mulher recém-saída de um longo coma no filme "Ela e Eu", que entra em cartaz nesta quinta. O título pode se referir às duas fases da vida da protagonista Bia, intercaladas por uma lacuna de mais de 20 anos: a pessoa que ela era até sofrer complicações durante um parto, e a que acorda décadas depois, num ambiente familiar que lhe é estranho. Pois seu marido está com outra, e sua filha já uma jovem adulta. Todos morando na mesma casa, ela inclusive. Por isto, "Ela e Eu" também pode se referir à relação entre Bia e a atual mulher de seu marido, ou àquela entre Bia e a filha que chama a outra de mãe. No meio dessa barafunda. Andréa Beltrão constrói uma personagem delicadamente atordoada, de gestos curtos, que reaprende aos poucos como se mover pelo mundo. Uma das grandes atuações do ano.

7 comentários:

  1. Parece um filme bonito. Ah Tony, vc é fã da Andréa, nunca fala mal dela!

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    1. Tem tonto que paga pau pra filme
      iraniano,argentino....e viva Andréa!

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  2. Tony, olha a preguiça...onde está? Netflix? HBO? Mubi? Sean Cody? Não deixa de falar isso para seus clientes.

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  3. Opa. Fiquei com vontade de ver agora.

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  4. Só faltou ser a irmã (a talarica) para ser a novela da Lícia- a vida da gente

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  5. Mas gente 😱 eu preciso! Filmaço, Andréa Beltrão consegue entregar sempre acima da média.

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