segunda-feira, 13 de junho de 2022

JOGA PRO UNIVERSO

O multiverso é uma possibilidade cunhada por cientistas há alfgumas décadas, e entrou na cultura pop através das HQs de super-heróis. Foi a saída que os roteiristas encontraram para eliminar personagens que seguiam vivos em outras tramas. Mas esses universos múltiplos nunca estiveram tão na moda quanto agora, graças ao Homem-Aranha, ao Dr. Estranho e ao próprio metaverso, que não deixa de ser um multiverso virtual. Só que ninguém até agora foi tão fundo nesse tema quanto o filme "Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo" (eu teria traduzido para "Tudo ao Mesmo Tempo Agora"), que finalmente entra em cartaz no Brasil na semana que vem. A dupla de diretores que se assina como The Daniels deu a Michelle Yeoh o melhor papel de sua carreira, e já se fala numa indicação ao Oscar de melhor atriz. Ela faz a amargurada dona de uma lavanderia em Los Angeles, com problemas com o marido, a filha, o sogro e o negócio. De repente, sem maiores explicações, descobre que existem milhares de outras versões dela mesma, quase todas mais bem-sucedidas: uma atriz de cinema, uma cantora de ópera chinesa, uma chef e por aí vai. Só que todas essas estão levando um pau de uma misteriosa figura feminina, que agora ameaça o mundo em que vivemos. Deu para entender? Mais não vou contar, porque o filme traz várias surpresas, gags impagáveis, montagem frenética e duas mensagens que deveriam ser óbvias: podemos ser o que quisermos, mas mais importante do que ser é nos conectarmos aos outros. Achei um tiquinho longo, para variar, mas é inegável: "Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo" é um dos filmes mais originais de 2022, e um dos melhores.

12 comentários:

  1. Taí algo que eu sempre me perguntei: se existirem outras versões de mim, porque justamente essa é a mais fodida? :(

    ResponderExcluir
  2. Tony, sabe dizer qual o nome da música que toca no trailer, por gentileza?

    ResponderExcluir
  3. Esse filme é MUITO BOM.
    Desde a pandemia, esse foi o único filme que me me fez ir se aglomerar num cinema. E ele fez isso mais de uma vez!

    ResponderExcluir
  4. Só que sempre chamaram de universo paralelo/alternativo há até uns 2 anos atrás. Multi/metaverso é coisa de HQ+Zuckerberg.

    ResponderExcluir
  5. É um filme meta sobre o metaverso. É um filme louco/metalinguístico/alternativo com cenas de lutas que fogem ao padrão. Um dos melhores do ano e adoraria ver Michelle Yeoh indicada ao Oscar. Seria merecidíssimo.

    ResponderExcluir
  6. "Duas mensagens que deveriam ser óbvias: podemos ser o que quisermos, mas mais importante do que ser é nos conectarmos aos outros". Traduzindo: se anular para agradar os outros, não, prefiro ser o que eu quiser. Não vou ver esse filme idiota com lição de autoajuda barata.

    ResponderExcluir