quinta-feira, 9 de junho de 2022

CENSO E FALTA DE SENSIBILIDADE

Em 2010, respondi com o maior orgulho quando a recenseadora me perguntou sobre a minha orientação sexual. É fundamental que todos os LGBTQIA+ não se escondam, para que o Brasil saiba que somos muitos e que o governo não possa nos ignorar. Mas o censo que deve acontecer este ano - que vem sendo adiado sucessivamente desde 2020 - não há nenhuma questão sobre a sexualidade dos pesquisados. O desgoverno Biroliro quer fingir que não existimos. Na verdade, Edaír preferia não fazer recenseamento nenhum. Afinal, para quê saber quantos milhões de pobres existem no país, ou confirmar que pretos e pardos são mesmo a maioria? Só que a pressão da sociedade obrigou o IBGE a marcar um censo meia-boca, com questionário enxuto e poucos pesquisadores na rua. Aí a Justiça do Acre exigiu que se pergunte sobre orientação sexual e identidade de gênero, e o IBGE retrucou que não há mais tempo hábil - caso contrário, o censo será adiado novamente. Ah, quer saber? Que seja, para 2023, quando Lula estiver de volta ao Planalto e a familícia atrás das grades.

Um comentário:

  1. O senhor se diz LGBTQIA+. Esta expressão é estrangeirismo. Deveriam usar a expressão "Baitolas". É mais brasileira e originária.

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