quinta-feira, 9 de junho de 2022

BECKETT CHEGOU

Tenho uma imensa lacuna no meu currículo de espectador de teatro. Nunca vi "Esperando Godot", a peça mais famosa de Samuel Beckett. Não foi por falta de oportunidade, porque já houve montagens a que eu poderia ter assistido. Talvez seja por aflição mesmo: que agonia, dois personagens esperando por alguém que nunca chega. Mas Beckett chegou, pela segunda vez na minha vida. A primeira foi em 1986, com "Catastrophé", que reunia três textos curtos do autor e tinha a grande Maria Alice Vergueiro no elenco. Um desses textos, "Play", também está entre as quatro obras que a diretora Mika Lins incluiu em "Play Beckett". Com ótimos atores, iluminação precisa de Caetano Vilela e um cenário impactante, ela extrai toda a tensão inerente a esses "dramatículos". Quem ainda não viu, tem até o dia 26 de junho: este ótimo espetáculo está em cartaz no Teatro Aliança Francesa, aqui em São Paulo.

2 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Sempre me surpreendo quando vejo que traçamos os mesmos passos por tantos lugares.
    Também estava lá em "Catastrophé", com Maria Alice Vergueiro.

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  2. Vi nos anos 90. Achei insuportável. Devo ser xucro.

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