terça-feira, 17 de maio de 2022

VIVER PARA FILMAR

"Tombei amoroso" de Claude Lelouch em 1983, quando vi "Retratos da Vida" num cinema de Amsterdam. Meses mais tarde o filme estreou no Brasil, e eu aproveitei para revê-lo várias vezes. Já havia visto antes um ou outro título do diretor, mas aí fui atrás de "Um Homem e Uma Mulher" e pirei. Uma obra-prima, moderna até hoje. Tantos anos depois, Lelouch continua na ativa, mesmo acumulando alguns fracassos de bilheteria e muitas críticas negativas. Acho que implicam porque seu cinema não é político: ele sempre vai atrás do humano, das relações amorosas, familiares e de amizade. Calhou de eu chegar em Paris na semana em que entrou em cartaz um documentário sobre um dos meus cineastas favoritos, "Tourner pour Vivre" ("Filmar para Viver"). Philippe Azoulay passou três anos na cola de Lelouch, acompanhando as filmagens, a pós-produção e o lançamento dos longas "Salaud, Je t' Aime", inédito no Brasil, e "Un + Une", disponível na Netflix. Há momentos de intimidade profissional (e jamais pessoal) que só vão interessar aos aficionados como eu. De qualquer forma, o filme é uma belíssima homenagem ao homem que inventou o take giratório, em que ele fica rodando ao redor dos atores com uma câmera na mão.

3 comentários:

  1. Jean Dujardin é um dos homens mais sexys do mundo.

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  2. O Mio Babbino Caro
    Se "Retratos da vida" não é político não sei o que é política.

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  3. Tony, aproveitando a deixa do cartaz: você já viu a minissérie documental sobre o Johnny Hallyday?

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