sábado, 30 de abril de 2022

PARIS LADO B

Os filmes de Jacques Audiard ganharam vários Césars, um festival de Cannes e uma indicação ao Oscar sem jamais pegar leve. São dramas sobre bandidos, imigrantes ilegais, treinadoras de baleia que têm a perna comida. Mas o diretor muda de tom com "Paris, 13o. Distrito", que é quase uma comédia. Talvez para manter a fama de mau, Audiard filma em preto-e-branco o bairro de Olympiades (o título original do filme), um amontoado de prédios feios e modernos no sul de Paris, onde nenhum turista vai. Não é uma região pobre, mas também não tem o glamour que se costuma associar à capital francesa. E os protagonistas são jovens que poderiam estar em qualquer grande cidade do mundo: a maluquete que não segura empregos nem relacionamentos, o professor em início de carreira que já se desencantou com a profissão, a moça do interior com um passado complicado. Eles ficam amigos, transam entre si, brigam, enfim, o esperado. Mas Audiard revela uma inesperada leveza de toque, que faz com que a primeira hora e meia passe voando. A última meia hora poderia ser enxugada, mas "Paris, 13o Distrito" é uma boa surpresa. Nem por isso quero visitar Les Olympiades quando eu for a Paris.

4 comentários:

  1. "um amontoado de prédios feios e modernos..." Brasília? rs

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  2. Off topic: Tony vc, que é entendido das coisas, sabe quando Everything Everywhere All at Once vai estrear no Brasil?
    Pelo que andaram me falando sobre o filme, fiquei querendo ver.

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  3. Tony,você como gay está intimado a falar
    sobre o fechamento do Museu da
    Diversidade em SP no teu blog.Fosse tu,
    me mudaria pro Chile depois desta merda
    que fizeram.

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