quarta-feira, 20 de abril de 2022

OS HOMENS QUE NÃO GOSTAVAM DE BUSCETTA

Nem a pandemia explica os três anos que "O Traidor" levou para estrear no Brasil. O filme de Marco Bellocchio, que tem dinheiro da Ancine na produção e locações no Rio de Janeiro, concorreu no Festival de Cannes de 2019, representou a Itália no Oscar e ainda tem Maria Fernanda Cândido no principal papel feminino. A história é algo familiar ao pessoal da minha idade. Eu lembro bem do tempo em que o mafioso italiano Tommaso Buschetta viveu entre nós, principalmente porque os telejornais de então chamavam-no de "Busqueta". A pronúncia era errada de propósito, para evitar trocadilhos da quarta série como o que dá nome a este post. Buscetta foi deportado de volta para a Itália e, chegando á, fez delação premiada. Por casua dele, mais de 300 integrantes da Cosa Nostra siciliana foram julgados e condenados. Pierfrancesco Favino, no papel principal, justifica o fato de ser o ator mais requisitado do cinema italiano atual. Sua performance cheia de nuances traz humanidade para um sujeito que, na prática, era um brutamontes. Com duas horas e meia de duração e longas sequências de tribunal, "O Traidor" podia ser mais enxuto. Mas é um bom retrato de um gângster de verdade e de um momento em que a Itália tentou se passar a limpo. Como aqui no Brasil, é claro que não deu certo.

4 comentários:

  1. Mas a pronúncia é "Brusquéta" mesmo. Pelo menos lendo em Italiano. Ninguém chama Bruno Gagliasso e sim de Bruno "Galhiasso".....

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    1. Né não, bebê. A pronúncia em italiano é "bucheta" mesmo. Aliás, de onde você tirou esse r?

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  2. Sempre acho Maria Fernanda Cândido uma atriz superestimada, inclusive intelectualmente. A câmera gosta dela.ok. Mas, normalmente, não vai além disso.

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    1. Sim! E em Terra Nostra botaram Ana Paula Arósio para chorar tanto que ela perdeu para MFC no ano 2000, o titulo de a mulher mais bonita do século.

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