quinta-feira, 14 de abril de 2022

BIBA EM FUGA

Estamos tão anestesiados com as imagens de refugiados na TV que de vez em quando é bom conhecer uma história individual, para ter noção da barra por que eles passam. O filme dinamarquês "Flee - Nenhum Lugar para chamar de Lar" foca em Amin Rawabi, que escapou do Afeganistão com a família ainda nos anos 80 e passou por mil e uma até chegar sozinho à Dinamarca, muitos anos depois. Além de ter sido indicado ao Oscar de melhor filme internacional, "Flee" ainda concorreu como melhor longa em animação e melhor documentário. O que eu até acho discutível: como que uma animação também pode ser um documentário? Enfim, essas filigranas não comprometem o resultado, que é excelente. "Flee" tem ritmo, emoção e uma beleza austera. Para a bibalhada, um plus a mais: Amin é gay, o que faz com que uma eventual deportação para sua terra natal equivalha à pena de morte. Estreia semana que vem nos cinemas brasileiros.

3 comentários:

  1. "bibalhada"? Acho que você consegue escrever um termo melhor referente aos gays sem ser tão depreciativo, não?

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    1. Bem-vindo ao meu blog, recém-chegado. Esse é meu estilo. Repare que entre os marcadores de postagens não há “homossexualidade” e sim “viadagem”. Eu uso esses termos de propósito, para retirar a carga negativa que alguns acham que eles têm.

      Agora, se ofender com uma palavra como “biba” é sintoma de uma cútis extremamente sensível. Tadinho, você ainda vai sofrer muito.

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  2. Não é que "alguns acham que eles têm", são termos depreciativos de fato. Essa tal ressignificação que você propõe não funciona. Muitos gays quando são agredidos ou mortos ainda ouvem esses termos homofóbicos antes de sofrerem a violência.

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