quarta-feira, 9 de março de 2022

QUE O ENTRETENIMENTO ESTEJA COM VOCÊ

Descobri a "Entertainment Weekly" na banca do aeroporto de Congonhas, e devorei a revista durante uma Ponte Aérea. Tudo que eu gostava estava lá, com a exceção de fotos de homens pelados. Nas três décadas seguintes ela se tornou a minha bíblia, e uma fortíssima influência no meu estilo de escrever. Cheguei a ser assinante durante um tempo, mas foi uma experiência frustrante: a revista já estava bancas brasileiras muito antes de chegar à minha casa. Mesmo assim, ela continuou sendo a minha favorita, até pela falta de concorrência direta. Mas a internet não perdoa ninguém. As vendas despencaram e a publicação se tornou mensal, apesar de manter o "Weekly" no título. Passei a acessar todo o conteúdo pelo site, que hoje em dia é gratuito. No Brasil, a revista se tornou rara. A última que eu comprei foi em maio do ano passado, pela bagatela de 100 reais, e nem cheguei a folhear. Hoje sai o último número impresso da EW, com fotos exclusivas da série "Ob.-Wan Kenobi", que estreia em breve no Disney +. Fico triste porque sou antigo e ainda gosto de papel, mas não muito. A diversão continua no site ew.com, e não tem hora para acabar.

5 comentários:

  1. Também gosto do papel, acho uma experiência muito mais agradável! Não acho que as revistas impressas morreram assim uma ajudinha do estado, um business model diferente tipo que tal fazê-las gratuitas e só ganhar dinheiro com a publicidade? salvaria as impressas. Veja a reinvenção da revista ELLE

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  2. No meta verso vc vai poder voltar a folhear revistas impressas.

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    1. já passamos muito tempo no online no brasil sempre fomos campeoes nisso, lembra do orkut? precursor do facebook? eu nunca gostei. A vida é pra ser 'vivida'ela é curta perder tempo online reforça doenças mentais sentimentos de inveja fobias sociasi etc etc só os burros não entendem isso.

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  3. Well, é complicado, subjetivo e mutável.

    Você provavelmente tem razão, nossa curta vida precisa ser vivida na dura, doce e concreta realidade; por outro lado já há algum tempo cheguei a conclusão de que um pouco, um tiquinho de “burrice” é necessário para manter a saúde mental – para ter e sentir momentos de felicidade.

    Complexidades, equilibrar o mundo virtual com o real é necessário, só sei que nada sei, aquele negócio todo e etc. Enfim.

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  4. Sou assinante da versão digital há alguns anos. Acostumei a folhear a revista pelo iPad rs.

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