sábado, 27 de novembro de 2021

MANDE ENTRAR OS PALHAÇOS

Semana passada assistimos ao ótimo "tick, tick... BOOM!" na Netflix, e um dos personagens da cinebiografia de Jonathan Larson é Stephen Sondheim, que se tornou uma espécie de mentor do jovem compositor. Comentei com meu marido: "que ironia da vida, o Larson morreu tão moço, aos 36 anos, e o Sondheim está aí até hoje, aos 91".  Não deu outra. As parcas me ouviram, e ontem levaram Sondheim embora. Pelo menos foi uma morte súbita, sem sofrimento. Na quinta ele até recebeu amigos para um almoço de Thanksgiving. E tinha mais é que dar graças mesmo, pois teve uma vida gloriosa. Stephen Sondheim é, possivelmente, o nome mais importante da Broadway de todos os tempos, com uma carreira que abrangeu sete décadas. Começou como letrista de clássicos como "Gipsy" e "West Side Story", mas não tardou a assinar também a música e o libreto. E compôs inúmeros hits que ganharam vida própria. Mesmo que você não esteja ligando o nome à p'ssoa, aposto que conhece vários. Cata só:
Mesmo sendo fanático por musicais, não vi muitos espetáculos de Sondheim no palco. Assisti a uma remontagem de "Follies" em Londres, em 1988, "Into the Woods" em Nova York em 1989, e depois versões brasileiras de "Gipsy", "West Side Story" e "Company". Das suas obras mais tardias, de uma sofisticação ímpar, só vi "Sweeney Todd" no cinema. Perdi "Sunday in the Park with George", "Passion" e "Assassins". Essas duas últimas são de espantar tutistas: a primeira é sobre crimes passionais, a outra é sobre assasinos de presidentes. Brrr.
Minha favorita é "Losing My Mind" na voz de Liza Minnelli com produção dos Pet Shop Boys - a mistura mais bicha da história da humanidade.
E ainda tem "Sooner or Later", vencedora do Oscar de melhor canção em 1991, pelo filme "Dick Tracy". O vídeo acima traz o único momento na vida em que você vai ver Madonna nervosa. Repare como a mãozinha dela treme, na altura do 1:50! Cantar Sondheim é mesmo uma enorme responsabilidade, pois suas músicas são teatro puro. Ele nunca precisou "send in the clowns", como diz o título desse post. Uma gíria do meio, que significa tentar salvar uma peça fracassada com palhaços.

9 comentários:

  1. Vixe, sou viadão mas viajo em raríssimas canções desses musicais, essa da Madonna mesmo, achei um porre...

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    1. Bom é Anitta e Pablo Vittar,tontas????????
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    2. Anon 19;10
      Uma coisa não descarta a outra, Mané.

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    3. 19:10 Deve ser o que o de 16:57 gosta mesmo. Não dá para exigir sofisticação de todo mundo, mesmo dentro do vale. O que tem de ogra por aí,hahaha. Horrível.

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    4. Anon 16:57
      É uma pena vc achar essa música um porre. Espere nascer mais alumasas vezes até apreciar essa apresentação.
      G-

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    5. 16:57 aqui,

      Pô, só aumentaram minha crise existencial. Na verdade não sou grande fã de cantoras... Mas apaixonado por atrizes, ae posso assistir um musical chato para caralho, só para ver Catherine Deneuve no esplendor da juventude e beleza, mas achando tudo chato! Rs

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  2. Não conheço muito desse compositor mas adoro "Being Alive", está entre as boas músicas dele?

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