sexta-feira, 5 de novembro de 2021

GUERRILHA CULTURAL

Tenho a impressão de que a polêmica em torno de "Marighella", assim como os sucessivos adiamentos, acabaram fazendo bem ao filme. A estreia de Wagner Moura na direção finalmente entrou em cartaz esta semana, quase três anos depois do previsto. E chegou num momento bom, com Biroliro em baixa e seu gado reduzido a meia dúzia de malucos. Em 2019, logo após a posse do Minto, não duvido que os cinemas chegassem a sofrer atentados a bomba, caso ousassem exibir "Marighella". Hoje tudo o que os minions fazem é dar nota baixa para o longa no IMdB. Mas, afinal, ele é bom? Sim, é, e muito. Tem um certo excesso de câmera na mão, mas sequências como a da abertura, num trem em movimento, são dignas de um cineasta com décadas de experiência. Nenhum personagem é aprofundado, e o vilão torturador vivido por Bruno Galiasso podia ter um pouco mais de nuances. Ah, sim e o fato do bando de Marighella querer implantar uma ditadura de esquerda no Brasil também é convientemente ignorado. O que salta aos olhos é a ingenuidade deles: esperavam um maciço apoio popular à causa, que nunca veio. Mas Seu Jorge está fenomenal no papel-título, bonito e grave como nunca. Ele tem a pele muito mais escura que a do Marighella real, e era Mano Brown quem foi primeiro escalado para interpretar o guerrilheiro. Aí o rapper desistiu, e Wagner Moura decidiu radicalizar: convidou um negro retinto, para representar todos os negros que lutaram contra a ditadura militar. Apesar das mais de duas horas e meia de duração, "Marighella" não aborrece um único segundo. E transcende os limites do mero entretenimento, ao se tornar um libelo a favor da liberdade artística e contra o desgoverno Bostonazi.

(Meu marido aparece no filme. Vamos ver se alguém acerta quem é ele)

28 comentários:

  1. Assisti ao filme e gostei muito,em relação ao personagem do Bruno Gagliasso,um psicopata torturador é deixado claro, que ele era sincero em sua convicção de destruir os comunistas e defender a ditadura militar por nacionalismo, por ideologia e não para agradar os americanos, há uma cena em que ele peita os americanos que estavam lá para treinar os torturadores, não queria essa ajuda e a atuação do Seu Jorge é excelente , ele é um brilhante artista, gosto dele como cantor tbm e como o filme é uma ficção não há a obrigação dele ser inteiramente fiel ao Marighella real, filho de italiano branco com uma baiana negra, o Mano Brown realmente é mais parecido fisicamente com o real Marighella, tendo a mesma origem étnica, pai italiano e mãe baiana, se identifica ideologicamente com o guerrilheiro, já compôs rap em homenagem a ele, diferente do Seu Jorge,que politicamente é mais liberal, mas não sei se o Mano Brown que nunca atuou o interpretaria tão bem como o Seu Jorge, outra alfinetada no Bozonazi é mostrar o outro lado da igreja, com frades dominicanos identificados com a oposição a ditadura militar e que ajudaram a guerrilha, um deles inclusive é interpretado por um cara que é ministro religioso de verdade, o pastor batista Henrique Vieira, que já foi vereador de Niterói pelo PSOL, um dos poucos pastores que apoiam abertamente a causa LGBT, sendo amigo pessoal do Jean Wyllys.

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  2. https://ge.globo.com/saltos-ornamentais/noticia/infeccao-de-ian-matos-comecou-na-garganta-e-se-agravou-no-pulmao.ghtml

    Atleta olímpico, gay assumido, está internado em estado grave, mora sozinho no Rio, sua família está lá para acompanhá-lo e fizeram uma vaquinha para eles, já que não possuem uma boa condição financeira, fica a dica aí para o Tony, que sempre milita pela causa, defendendo os nossos e para toda a comunidade LGBT ajudar, temos que nos unir sempre!

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  3. Seu marido é o Herbert Richers Jr, filho do Herbert Richers da versão brasileira de todos filmes da Sessão da Tarde rss que inclusive já fez um personagem chamado ´´Tony´´ na Malhaçã,eu era adolescente na época,não perdia um capítulo de Malhação e lembro dele lá,era o pai da Nanda,personagem da Rafaela Mandelli,mas esse Tony diferente de você era um nojento,assediava a Drica, jovem estudante do Múltipla Escolha que morava na mesma república da filha e tomou umas porradas merecidas do Vinicius(André de Biase já careca, bem diferente do Valente de Menino do Rio).

    http://www.tonygoes.com.br/2009/11/versao-brasileira.html

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  4. Vc já era casado com ele quando ele fez esse ´´Tony´´ vilão na Malhação? Ops me confundi, ele era o pai da Drica e assediava a Nanda,o pai da Nanda que era o Vinicius, André de Biase e dá umas porradas no Tony

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  5. No filme do Marighella ele é o jornalista que trabalha com o Herson Capri, mas faz tempo que ele não atua né, se dedica mais a área da dublagem e produção

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    1. Ele até que atua bastante. Apareceu há pouco tempo no Ilha de Ferro", na Globo.

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    2. Ele fez um ótimo filme. Alô?!

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    3. Sim, da Mara Mourão. Mesma diretora dos Avassaladoras.

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    4. Sim..., aliás quanto de altura vcs dois tem? sao bem altos

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  6. O Tony do mal em ação

    https://www.youtube.com/watch?v=A7VGtnfZdns

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  7. O Mio Babbino Caro
    Bom o filme, apesar da quantidade de lugares comum pipocando aqui e ali nos discursos e cenas quase chupadas de outros filmes como Moonlight. Seu Jorge convence e é legal porém realmente questionável essa queståo que se apresenta do colorismo, mas seria muito interessante ver Mano Brown, o pesadelo impronunciável das elites atuando no telão.
    O negro contra a ditadura foi sempre um elemento fora do lugar. Sendo em alguns momentos até chacota por lutar uma luta que não era sua, pois à esquerda ou a direita o negro tem seu lugar à margem da sociedade...e por aí vai. Mas há sempre os desafiadores do status quo a borrar os limites estabelecidos e nessa entram desde Osvaldão a Marighella.
    Para muitos paulistas existe uma memória viva das muitas movimentações descritas no filme e quanto realmente aquilo tudo era distante da grande massa, o que não tira o mérito de idealistas e pessoas com comprometimentos históricos e se no filme, há uma abordagem superficial do sistema pelo qual se lutava a ser adotado, não há também uma real profundidade nos desmandos doentios militares às atrocidades cometidas com presos e principalmente presas políticas, esbarrando no Delegado claramente inspirado no psicopata Coringa de Batman galvanizado na personalidade de um tal Fleury.
    É uma aventura humana vivida por um grupo idealista com apoio de grupos religiosos e a inevitável derrota diante da excessiva e superior forças armadas. Difícil ou melhor, seria conter os excessos nacionalistas para não ter que cantar
    "Ó Pátria amada
    Idolatrada
    Salve! Salve!"
    Sabendo de todos martírios que negros e índios vivem nessa terra.
    E isso tudo resultando e contribuindo para ver a derrota de Bolsonaro que se anseia a aproximação.

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    1. O Brown só gosta de aparecer só na
      105 FM que toca muito hip-hop.kkkkkk

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    2. Nossa Babbino como vc é amargurado, é melhor lutar do que ser um idiota útil da ignorante elite do atraso que está destruindo o planeta terra. Não 'ganhou'foadese só de lutar e incomodar já é um campeão, ninguém ganha Babbino nem a elite do atraso se fossem realmente felizes não fariam tanto esforço pro povo passar fome, gente inteligente não pensa como vc ou a elite do atraso.

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    3. Ninguém ganhou nessa luta nem os militares, quem sabe um dia não teremos desigualdade social aquela sociedade tipo Star Trek sabe? onde nem o dinheiro existe mais. Até lá todos estão perdendo.

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    4. Anon 15:27
      Impressão sua BB!

      "Is just to love
      And be loved
      In return"

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  8. Ele é o apresentador de telejornal que lê a carta...

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  9. Seu marido é um gato, e tem uma bela voz.

    E vc, bem... vc nao posso nem falar pq sou fã incondicional.

    O famoso casalzão da porra!!!

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  10. Esse Tony Goes é tão chaveirinho de mulher como a maioria dos gays do Brasil lamentável.

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  11. Engraçado que no filme do Marighella simplesmente esconderam que o maluco era comunista e que lutava por uma revolução socialista no Brasil. Virou literalmente um herói nacionalista contra a ditadura militar.

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    1. Anon 19:42/19:44h
      E no séc. XXI um alienado vem querer interpretar as razões dos anos 60 do Séc XX e passar vergonha entre quem tem um mínimo de formação política.
      G-

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  12. O trailer, já faz parecer que ele lutava pela democracia liberal "burguesa", dane-se todos a biografia e escritos dele defendendo ditaduras marxistas-leninistas-maoístas

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  13. Putz, sou esquerdista, gosto da história de Marighella, só não engoli o Seu Jorge. Sério mesmo, ele tem umas tretas com direitos autorais de músicas e ainda a carreira em Hollywood... Preferia que fosse um desconhecido ou o Mano Brown.
    O lance do tom de pele incomoda a quem gosta de precisão histórica, nada a ver com racismo pra mim. Afinal, o nome dele era Marighella...

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  14. Tentando entender qual parte é boa, pois eu vi e não vi nuances nos personagens, me lembrou aquela novela Amor e Revolução do SBT, que era péssima por sinal
    qual a necessidade desse revisionismo histórico? eu que já estudei bastante sobre o golpe de 64 fiquei rindo de ver o motorista do Marighella com sotaque Nordestino sendo que quem era motorista era o Aloysio Nunes que hoje ainda é filiado ao PSDB e que é Paulista
    e também, pra qualquer pessoa que lê a Wikipedia do Marighella vê que ele é filho de mãe preta e pai italiano, portanto birracial, o pai dele na italia era anarcocomunista e ele como homem mestiço teve oportunidade de estudo assim como influenciado pela ideologia do pai
    mas o pior dos personagens é o que figura como o Sérgio Fleury feito pelo Gagliasso, como se ele fosse um psicopata com uma obsessão quase sexual em pegar o Marighella
    pra qualquer pessoa que vê percebe a necessidade de ir pelos esteriotipos raciais de branco malvado ou negro bonzinho, sendo que a realidade é que o Sérgio Fleury era pardo assim como o Marighella
    Já deu tanta polêmica dessas questões raciais de colorismo onde a Thais Araujo desistiu de um papel por não ser negra retinta ou de uma cantora fazendo um tributo pra Dona Ivone Lara, se fosse um filme não ideológico e mais factual de uma indústria não contaminada pela ideologia os grandes veículos estariam discutindo o racismo por trás do filme, porém como é feito pelo Wagner e companhia, ninguém questiona

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    1. E o Wagner tem a pachorra de falar que quem critica a escalação de Seu Jorge é racista. A crítica se dá pela total falta de verossimilhança. É a mesma coisa que chamar o Jackie Chan pra interpretar Jesus Cristo.

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    2. Sem contar que Tropa de Elite sempre foi o filme favorito dos bozominions.

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