domingo, 7 de novembro de 2021

GORDOFOBIA ESTRUTURAL

Nós brasileiros não conseguimos mais nos unir nem nos momentos de luto. Em meio à comoção nacional provocada pela morte de Marília Mendonça, uma treta emergiu na internet. O pomo da discórdia era um texto do historiador Gustavo Alonso publicado pela Folha, revisitando toda a carreira da cantora. Uma matéria longa e elogiosa, muito mais detalhada do que a minha que saiu no F5. Aí alguém implicou com um trecho que diz que Marília "brigava com a balança", postou sua indignação no Twitter e abriram-se as portas do inferno. 

Dava para perceber pelos comentários que a imensa maioria dos furiosos não leu a coluna toda, só o trecho tido como polêmico - que, a meu ver, nem era ofensivo, pois relatava uma verdade sobre a artista: ela de fato fez muita coisa para emagrecer, de cirurgias a dietas rígidas. E postava sobre isso, comemorando cada resultado, como na foto ao lado. Aliás, quando emagreceu, Marília também foi vítima de patrulhamento: ela teria cedido à pressão da indústria e deixado de ser uma pessoa "body positive", em paz com o próprio corpo. Também foi criticada por não ter emagrecido "o suficiente". Êita tempinhos difíceis.

Eu nem conheço o Gustavo Alonso, mas, como havia gostado muito de seu texto, resolvi partir em sua defesa no Twitter. Não, não sou nada contrário à "cultura do cancelamento". O que não falta por aí é gente que mereça ser cancelada, ignorada, esquecida. Mas é preciso conhecimento de causa. A gritaria em torno da matéria parecia mais uma catarse coletiva, um ataque a um esquerdomacho qualquer, do que uma contra-argumentação bem ponderada. Joga pedra no Gustavo!

Aí veio essa boa contra-argumentação. Mulheres que eu sigo e admiro no Twitter como Mika Lins, Nina Lemos e Milly Lacombe se posicionaram com contundência. Minha amiga Mariliz Pereira Jorge assinou uma boa resposta na Folha, seguida por outro texto lapidar de Bianka Vieira. E aí, o esquerdobicha aqui começou a pensar: acho que elas têm um ponto...

Homens heterossexuais não fazem a menor ideia da cobrança que as mulheres sentem em cima de seus corpos, desde o dia em que nasceram. Os gays, alguns, sabem: em certos círculos, há uma pressão absurda por corpos esculpidos e bombados, e quem não se encaixar no padrãozinho não merece sexo nem amor. Mesmo assim, não é comparável à gordofobia que a mulherada sofre. Digo isso porque sou gay e também sou gordófobo, ainda que de maneira mais ou menos inconsciente. Pois é.

No meu próprio texto, ressaltei que Marília era "cheinha", e teve quem não gostou. Minha intenção era boa: só queria sublinhar o fato da cantora ser um reflexo fiel de suas fãs, tanto nas letras diretas como no corpo "real", e que se tornar uma sílfide não era um problema para ela.

O fato é que Marília pensava em emagrecer, sim, e continuava fazendo dieta. Era uma batalha pública, que ela fazia questão de compartilhar com seus seguidores nas redes sociais As razões dela não interessam mais: podia ser pela saúde, podia ser que Marília se sentisse melhor mais magra, podia ser que ela finalmente tivesse sucumbido à ditadura da indústria da moda, que só finge ser inclusiva.

Gustavo Alonso poderia ter usado outros termos para apontar como o corpo foi desimportante para o sucesso estrondoso da artista? Sim, assim como eu. Poderíamos ter simplesmente ignorado esse fato? Certamente. Mas a trajetória de Marília Mendonça não fica completa sem esse dado. Ela desafiou um mercado machista, cantando e compondo num gênero em que as mulheres tinham relativamente pouca voz. Seu corpo faz parte de seu triunfo.

Agora, se fosse um homem gordo que tivesse morrido, teríamos lembrado de sua gordura? Indo contra o senso geral, acho que sim, especialmente se esse sobrepeso tivesse importância em sua carreira. Ou, como no caso de Elvis Presley - como diz o obituário do New York Times - se tivesse importância em sua morte.

Mas é inegável que homens e mulheres são medidos com réguas diferentes. Eu, que de uns anos para cá comecei me dar conta do racismo estrutural e passei a acender luzinhas vermelhas para o meu próprio comportamento, agora também preciso me conscientizar da gordofobia. Ela está entranhada entre nós, a ponto de passar batida por quem não é alvo dela. Na maioria das vezes, não queremos ofender ninguém quando dizemos algo gordofóbico. Acontece que quem sabe se o calo dói é quem leva o pisão. Prometo que vou prestar mais atenção.

48 comentários:

  1. Li o texto dele. Vc está certo.

    Fico pensando quando nós (mulheres, negros e gays, faço parte dos dois últimos) nos tornamos isso; abrindo margem para extrema direita, sob argumento de que é tudo mimimi/politicamente correto.

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  2. A mala empoderada da Djamila Ribeiro foi uma que gritou, é só ver o textão dela no Instagram. Tudo é resistência, tudo é representatividade, tudo é identidade.

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    1. Ela só reclamou daquela novelinha das 6
      global que mais parece aula de Educação
      Moral e Civica.Tem ator de esquerda(?)
      que está no elenco.

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    2. Mala?? Você esta falando de uma das maiores pensadoras deste país. Mas é mala porque é preta né?? E põe o dedo nas feridas que ainda estão abertas do racismo no Brasil. E sim, o texto desse Alonso é uma @#%$!!!

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  3. Faustão e Tim Maia sempre citaram o fato de serem gordos, fizeram sucesso mesmo sem ter o padrão desejado pela sociedade. Pessoas magras em geral são mais saudáveis, têm mais facilidades e são mais aceitas, isso não quer dizer que são mais felizes.A hipocrisia da indústria da moda e de artistas que exaltam todo tipo de beleza, mas gastam muito para ficarem em forma. Existem pessoas que se sentem bem com a própria aparência e sempre tem alguém que gosta da gente. Sempre vai ter um padrão estético aclamado pela sociedade e alguém que se sente infeliz com o próprio corpo. Gordo, careca, burro narigudo, dente torto, celulite, vara-pau. A vida não é um anúncio de margarina, a gente tenta conviver com as frustrações. Gordofobia é só mais um das fobias.

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    1. A tal Gordofobia mais parece um papo-furado
      da indústria alimentícia vender tranqueiras
      em nome de um identitarismo sem pé nem cabeça.

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  4. Marília tava muito bem escondidinha compondo vivendo do jeito dela. Aí quiseram ganhar dinheiro nas costas dela, teve que virar mulherão, fazer filho, emagrecer...
    A mesma coisa com o Luan Santana.

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  5. Morando nos EUA, em uma cidade onde as pessoas são super fit (Washington DC), posso dizer uma coisa: a naturalidade com a qual as pessoas no Brasil falam dos corpos alheios me assusta. Sim, eu engordei e emagreci morando nos EUA. Toda vez que vou ao Brasil alguém fala sobre. Perguntaram se eu tomei Fernando. Falaram que eu emagreci. Simplesmente parem! Chega dessa merda.

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    1. Mas será que não é pq exibimos muito o corpo, vc conhece algum país do mundo onde o corpo seja tão exibido devido ao calor quanto o Brasil?

      Em alguns países do mundo a surpresa de conhecer o corpo alheio só ocorre na hora de transar. rs

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    2. Fermento.
      Corretor corrigiu. Ficou engraçado RS. Mas de volta ao tópico...

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    3. Não acho, Anônimo. Aqui nos EUA as pessoas se exibem bastante. Usam short no verão mais curto que no Brasil para ir a lugares que não a praia.

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    4. João, isso se chama liberdade de expressão. (In) felizmente tudo na vida tem seu lado ruim. Mas, analisando seu comentário, dá pra entender porque o Lula insiste tanto no controle da mídia.

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    5. Lula quer o controle da mídia pra ninguém falar mal dele...A mulher tá morta e nada vai mudar isso, ela era muito gorda e se modificou sim para se enquadrar num padrão, por mais que tivesse um discurso de empoderada, é só olhar as fotos do início de carreira, o público é bem cruel, principalmente os gays, aqui mesmo vários FDP acabaram com a Madonna num post apenas porque ela "cometeu" o crime de envelhecer.

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    6. 17:41 Gado-Lula não quer controle da midia-só
      o pessoal do PIG que fica mugindo isso-até a
      Record que era lulista até anteontem e hoje
      é bozominion vomitam essa fake news.

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    7. Cara não é questão de liberdade de expressão. É questão de respeito. Não estou falando de proibir alguém de publicar algo sobre, mas nas sim de exigir respeito nas minhas relações interpessoais. Boa sorte com seu cursinho de libertarianismo do Tatuapé.

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    8. Aliás...não comentar é muito mais típico de uma sociedade centrada no indivíduo. Americano sai com uma abóbora na cabeça e ninguém liga. Liberdade é isso. Poder ser alguém sem ter que dar explicações nem ser assediado por isso.

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    9. João tem previsão de voltar. Quando comecei ler o blog vc era a estrela por aqui.como vc esta?

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    10. Liberdade também é o direito de comentar sobre o que quiser para quem e quando quiser. Não tem jeito, João-sociólogo-de-butequim, liberdade de expressão é uma via de mão dupla. Não dá pra ser só como a gente quer.

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    11. Num markeplace of ideas, quem divulga uma ideia vai receber resposta. Não tem nada mais free speech que isso. Ninguém tá discutindo o Estado se meter nisso. Você deve ter no máximo um cursinho chinfrim enquanto eu tô numa das melhores universidades do mundo. Vai pra puta que pariu. Beijos

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    12. Oi Anônimo! Minha vida é entre EUA e Brasil. Devo passar um tempinho no Sul Global em 2022.

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    13. Não tem jeito mesmo… quando não se tem argumentos o ataque pessoal é sempre a saída mais fácil.

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  6. Só tem um ponto positivo no falecimento da
    Marilia:CANCELARAM AQUELA PORCARIA DO ZIG
    ZAG ARENA DA FERNANDA GENTIL.kkkkkkkkkk

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    1. Deviam cancelar essa Fernanda também, que de gentil não tem nada!

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    2. Fernanda Gentil é uma chatinha metida a engraçada. Quando era repórter esportiva sempre colocava uma pergunta ou comentário espirituoso. Depois que se assumiu lésbica ganhou visibilidade. Esse programa dela é a sua cara. Sinto prazer em ver a cara dela e dos convidados constrangidos em participar!!

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  7. Quem foi que decidiu que o bonito é os dentes serem brancos e alinhados? Quem definiu esse padrão? Por que dentes amarelos, tortos ou até mesmo podres e escurecidos não podem ser considerados bonitos? Chega dessa pressão pela branquitude e retidão dentária!

    #cariefobiaNAO #odontologiaéopressão #positividadedental

    Brincadeiras à parte, a que ponto chegamos? Não se pode mais falar o óbvio. Em vez de reconhecer que certas coisas são mesmo feias e lutar para mudá-las, descobriram uma saída muito mais fácil: dizer que o feio é bonito e que quem não acha é preconceituoso. Genial! Problema resolvido!

    O que define o valor que é dado a uma coisa é a dificuldade com que ela é obtida ou a sua raridade. É por isso que o atleta que bate um recorde é muito mais valorizado do que aquele com marcas triviais. Esse é um dos motivos pelo qual o corpo magro e atlético é mais admirado. Para além das questões de saúde, não há mérito algum em ter gordura abdominal em excesso. E não há nada de errado em não achá-lo esteticamente aprazível, desde que isso não se transforme em constrangimento e humilhação.

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    1. Concordo totalmente com o Tony, concordo em termos com vc.

      Esse ponto que vc levanta é perigoso, substitua os dentes careados por homossexuais, negros... pelo seu argumento o hetero pode julgar feio dois marmanjos se beijando (E não há nada de errado em não achá-lo esteticamente aprazível, desde que isso não se transforme em constrangimento e humilhação), pode? Se puder, seu argumento está sustentado!

      Acho que o Tony levantou outra bola, pelo menos entendi assim, que foi a não histeria, a capacidade que estamos perdendo de contra-argumentar sem cairmos em chavões, e justamente pessoas que se dizem tão civilizadas e inclusivas, quer destruir/apagar quem quer que seja na primeira discordância, o que não deixa de ser extremamente mimado e infantil.

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    2. Ser gordo desde criança neste país é um inferno.
      Tenho 36 anos, sempre fui gordo e na escola, diariamente era zoado. Eu brigava quase todo dia. Era o último a ser escolhido no futebol e sempre caía no time dos sem camisa. Uma humilhação tremenda. Quando eu tinha uns oito anos teve o exame médico coletivo na escola. Aquele de tossir pro médico ver se suas bolas tão ok. Todo mundo tinha que ficar um do lado do outro de calça arriada. Eu era o único gordo e juntou uns três magrelos e ficaram dando risada, me chamando de pinto pequeno (quem é gordo, mesmo se tiver pinto de tamanho normal, como eu, fica com o pinto encolhido no meio da gordura, e ele parece pequeno). Desde essa vez eu não consegui mais mijar na frente dos meus colegas e até hoje sofro com banheiros públicos por causa disso. Foi um inferno real.

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    3. Foda. Espero que esteja de boa hj em dia!

      Uma das minhas melhores fodas foi com um gordinho, me fodeu gostoso, dei uma gozada que nunca vou esquecer!

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    4. Totalmente de boa.

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    5. 16:07-A indústria alimentícia gosta destes
      depoimentos piegas como o seu.Pura tontice.

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  8. Ninguém comentou que ela foi homofóbica e transfóbica. Não é porque morreu que ficou boazinha…
    Vai com Deus, e #FORABOLSONARO
    Já estava esquecendo de comentar #CARLUXOÉVIADO

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    1. O Carluxo tá namorando uma gaúcha filha de
      uma familia de politicos e fazendeiros
      reaças,os Azambuja.De gado,ele entende.kkkk

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    2. Namorando, sei...

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    3. 15:41-Ele é o típico machão TFP/Pastor
      americano com a esposa obediente.Acorda!

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  9. O Mio Babbino Caro
    Nós viados sabemos muito bem o que, até pouco tempo atrás, era chamado de "close errado". "É isso, qualquer pessoa minimamente interessada em bem estar às pessoas deveriam sim, acender luzinhas vermelhas para seu comportamento. Vale a pena prestar mais atenção."

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  10. Tem tão pouca coisa importante rolando no mundo que as pessoas estão com tempo sobrando para ficar discutindo sobre o ex-corpo gordo de uma pessoa que nem mais corpo tem.

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  11. Lembrei de um artista que morreu e te pediram para escrever sobre e todo mundo ficou contra, inclusite eu.
    Gente, quando alguém morre, geral fica com pena da pessoa ter passado p outro plano e se distanciar da familia, da carreira, da vida aqui. Mesmo se o cara for um sanguinário traficante vai aparecer um pra dizer: era bom pai e bom amigo.
    Essa morte de Marília foi absurda, no avião ela postou vídeo, ligou para fãs e do nada se foi.
    E mesmo que não estivesse na euforia do elogio ao falecido, ela era extremamente talentosa, jovem, deixou filho, e com jeito meigo e despachado abriu portas que nenhuma outra cantora da sua geração conseguiu. O resto é intriguinha de mané do Twitter.

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    1. Você se refere ao caso do Louro José? Sou cobrado por aquilo até hoje. Eu disse que a presença do Louro no programa da Ana Maria Braga era um sinal da infantilização da audiência. Não era uma crítica ao ator, que era talentosíssimo, mas a nós mesmos. Um ex-executivo da Globo, que ajudou a formatar o "Mais Você", me procurou para dizer que eu tinha razão. Que o objetivo primordial do Louro José era atrair crianças para o programa. E o público adulto acabou gostando...

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    2. Nem queria citar p não ter outra rodada, mas isso mesmo.
      E entrando no assunto gordofobia, já engordei 20 e 15 k duas vezes na vida, já quase viro bulímico e anoréxico. Mas tenho vontade de dar um socão na cara de quem vem defender gente obesa mórbida ou esquelética. Cada um tem um biótipo, quem tem ossos largos vai ter mais peso, e ossos estreitos menos. Não dá pra padronizar.
      Mas enaltecer alguém com 110 quilos não, a cobrança da sociedade por corpos perfeitos escondem o lado B de ser muito magro, muito gordo, ou ter percentual de gordura muito baixo, simplesmente o corpo não funciona bem.
      Quem quer viver com esteatose, hipertensão, açúcar alto, problemas ósseos e posturais para abalar a Internet?

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  12. Bicha como vc escreve bem
    E é lúcido! Não é atoa que te sigo e sou seu fã.

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  13. Os homens sempre são cobrados também. Lembrei do Tim Maia.
    Boa citação, o Elvis Presley sofreu com o peso e a imagem.
    Em algumas das últimas entrevistas com Jim Morrison, os jornalistas sempre perguntavam sobre seu sobrepeso e ele se sentia incomodado por isso.
    Muitos atores sofreram bastante com isso. Marlon Brando sempre foi alvo da chamada gordofobia.
    É geral mesmo, independente do sexo.

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    1. Quem é extremamente sexy como esses acima sempre engordam!

      Tem a ver com tentar espantar um pouco do assédio!

      Eu sei, porque engordei do mesmo jeito e sempre pensava neles!

      Mesmo gordinho o povo me queria.

      Mas me preferem mais magro. (E me cobravam... "Gay não pode ser gordo! Emagrece aí!")

      Ser gordo é ruim pois as pernas assam na parte de dentro. Eu não gosto. E não é bom para a saúde ter gordura abdominal.

      Sou gordinho médio indo para o meu peso mais baixo depois dessa pandemia.

      Tô feliz com meu peso hoje. Mas é bom emagrecer mais.

      E vou!

      Mas eu sempre gostei mais dos barrigudinhos! Aqueles fortinhos que depois ficam barrigudos. Sempre achei que "desistiram de tudo" para focar mais nos prazeres do sexo!! As transas sempre foram divertidas! ;)

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  14. E a saúde? Meu médico me mandou ficar abaixo dos 90kg. Ele é gordo fóbico?

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  15. a questão é que no obituário de homens vocês não mencionam o quão gordo ele era ou a estética boa ou ruim dele
    bisha misógina? olha, vou te dizer que ser gay não te exclui de atitudes misóginas viu, isso sequer é gordofobia, misoginia mesmo

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