sexta-feira, 26 de novembro de 2021

FAXINA DA PRÓPRIA VIDA

"Maid" estreou na Netflix no começo de outubro, mas só agora eu juntei coragem para assistir à minissérie. Li que a protagonista passa por mil desgraças, e desgraça não é exatamente o que preciso para me distrai neste momento. Mas o meu interesse por Margaret Qualley falou mais alto. Se antes eu já achava graça na filha da Andie MacDowell, agora estou jogado aos seus pés, eu sou mesmo exagerado. O fato é que tanto ela quanto a mãe, que também participa da minissérie, estão ótimas - e Margaret já ostenta um talento que Andie, que era apenas uma modelo quando começou no cinema, demorou anos para desenvolver. Dito isso, "Maid" é mesmo barra pesada. A protagonista Alex é uma jovem de 25 anos que adiou o sonho de ir para a faculdade porque teve uma filha com o namorado, um sujeito instável dado a bebedeiras e violência doméstica. Ela foge de casa com a menina logo no primeiro episódio, mas sua via-crucis está apenas começando. Tudo o que pode dar errado dá, fragorosamente, e ela termina esse capítulo com uma dívida enorme e dormindo no chão de uma estação de balsas, porque não tem a quem recorrer. A mãe é bipolar, totalmente irresponsável e vive no mundo da lua; o pai constituiu nova família e não quer muito contato com ela. Daí em diante é uma sucessão de idas e vindas, com pequenos sucessos se alternando com enormes problemas. Alex demora para entender que, além de fazer faxina na casa dos outros, também precisa limpar a própria vida, se livrando dos relacionamentos tóxicos que a impedem de ir para a frente. Bem escrita, bem dirigida e bem atuada, "Maid" é uma das melhores séries do ano.

10 comentários:

  1. Achei os episódios finais corridos. O que me deu a impressão de que Maid era uma série que, no meio do percurso, virou minissérie.
    Mas, realmente, é uma série, muito boa.

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  2. Achei a personagem extremamente irresponsável.

    Levar um desconhecido do tinder pra casa da patroa, deixar uma festa rolando com drogas na casa que acabou de se mudar, deixar a filha com o cara que é apaixonado por ela enquanto transa com o ex… entre tantas outras.

    A cena inicial fugindo do marido e tendo que dormir na estação da balsa com a filha é compreensível e um ato emergencial. Mas as outras cagadas ela mesma causava ou pelo menos tinha boa parcela de culpa.

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    1. E daí, vc nunca fez uma camada na sua vida ?

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    2. Levar um desconhecido do tinder? Pra mim é crime! I da bem nunca tive nem Facebook odeio essas porra

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    3. Basicamente a culpa é sempre da mulher. O pai não tem responsabilidade nenhuma

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    4. 15.52 concordo plenamente com vc! Achei a protagonista burra e inresponsável, não consegui ter empatia por ela, fora que a minissérie abusa nas viagens e dramaticidades zero ao cem em
      Um
      Piscar de olhos.

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    5. Anônimo 01.56 vc viu a série? para com esse discurso idiota que só enfraquece uma questão tão sério que são os direitos igualitários! Ok

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    6. Culpa da sociedade que infantiliza as mulheres e desculpa todas as burradas que elas fazem enquanto culpam e jogam todas as responsabilidades nas costas dos homens.

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    7. "Culpa da sociedade que infantiliza as mulheres e desculpa todas as burradas que elas fazem enquanto culpam e jogam todas as responsabilidades nas costas dos homens." É flagrantemente claro que é o oposto disso. Espero sinceramente que vc tenha sido irônico e eu que não captei a ironia.

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  3. Mais um filme para demonizar homens como violentos.

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