quarta-feira, 24 de novembro de 2021

BECAUSE YOU DON'T KNOW WHAT IT MEANS TO ME

Ontem eu falei da importância do Ney Matogrosso para mim, mas existe uma pessoa ainda mais fundamental na minha vida. Ou existiu: hoje se completam exatos 30 anos que morreu Freddie Mercury, o maior vocalista de rock de todos os tempos. Eu o conheci no final de 1974, através de um amigo que comprava discos importados. Ele me emprestou o "Queen II", com aquela luxuosa capa desdobrável em preto e branco, e eu fiquei acachapado. Nunca tinha escutado uma voz tão bonita quanto a de Freddie (e nem escutei até hoje). Poucos meses depois, já em 1975, chegou "Sheer Heart Attack", o terceiro disco do Queen, e eu fui fisgado para sempre. Importante ressaltar que o Freddie do meu altar particular é o dos anos 70, de cabelo comprido, unhas pretas na mão esquerda e figurinos de Zandra Rhodes. A versão dos anos 80, de cabelo curtinho e bigodão, nunca fez a minha cabeça.

Freddie era um role model para mim. Apesar de jamais ter se assumido gay, era óbvio que ele era - até mesmo para um virgem inexperiente como eu. Sua autoestima transbordava. Além de saber-se talentosíssimo, ele fazia o queria da vida. Tinha atitude, bom gosto e senso de humor. Tudo o que eu queria ter também.

No final dos anos 80, começaram a circular rumores de que Freddie estava com AIDS. A coisa ficou óbvia quando o álbum "Innuendo" (insinuação) foi lançado no começo de 1991. Muitas letras anteviam um fim próximo, nenhuma mais do que "The Show Must Go On". Por isto não foi uma supresa total quando chegou a notícia de sua morte, no dia 24 de novembro. Freddie sofreu muito, como depois li nas várias biografias. Mas deixou um legado imenso, e hoje tem fãs que nem eram nascidos quando ele morreu. Em mim, deixou marcas indeléveis. Convivemos por apenas 17 anos, mas tive a oportunidade de vê-lo três vezes em cena (duas no Morumbi, em 1981, e uma no Rock in Rio de 85). Lamento não tê-lo conhecido pessoalmente: será que ficaríamos amigos? Ou talvez seja melhor assim. Ídolo é ídolo, não é para dar rolé junto. De qualquer maneira, Freddie segue comigo, onde quer que eu vá.

44 comentários:

  1. Thanks Tony <3
    Tendo a concordar com você, os melhores albuns são dos anos 70 mas os shows mais iconicos são da fase do bigódon...
    (embora innuendo esteja no meu top 3)

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  2. Freddie nunca disse publicamente que era gay/bissexual mas nos shows ele falava "essa música foi escrita por uma crazy fag".
    Acho que ele nunca viu necessidade de falar diretamente mas ele não escondia, pensava que se rotular ou falar disso publicamente era algo tosco.

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  3. Tony, qual a biografia do Freddie que vc indica?

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    1. Lê a da Lesley Ann Jones, chama "Freddie Mercury: a biografia definitiva". E tem a que o marido escreveu também (mas não conta mais sobre o relacionamento entre eles), chama "Mercury and me"

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    2. "Mercury and Me" é de fato muito boa, porque foi escrita "de dentro" da vida privada de Freddie. Mas não cobre a vida toda dele, só os anos com Jim Hutton.

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  4. Confesso que sempre achei over, estridente e chato! Na época do Rock in Rio (85), fiquei com mais aversão a ele: tratou mal a imprensa brasileira, foi arrogante com os funcionários que trabalhavam no Festival (ficando atrás apenas do Rod Stweart, que exigia corredores vazios quando no seu trajeto camarim-palco-camarim) e não se dirigia à equipe técnica que o acompanhava, delegando tal competência ao dois assessores diretos. Era tão exasperante lidar com a arrogância dele, que meu tio, conhecido empresário da música, que começou trabalhando como empresário/produtor de alguns nomes da MPB na virada dos 70 para os 80, participou da produção do Rock in Rio e, oito anos depois, trouxe a Madonna ao Brasil, comentou: "é mais fácil lidar com a Madonna do que com o Freddie. Foi o pior artista com o qual trabalhei e com o qual, felizmente, eu sei, não vou precisar trabalhar mais". Acho que foi bem melhor não tê-lo conhecido. Rs!

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    1. Agora imagina SER Freddie Mercury e ter que lidar com Gloria Maria sendo a jornalista mais n00b só que multiplicado por todas as vezes que ele precisava dar entrevista.

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    2. Ele era extremamente multifascetado (igual a quase todo mundo), há relatos de extrema gentilieza e outros de arrogância.

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    3. Melhor que o Eduardo Leite Derramado que só
      gosta de pobre nos tempos de eleição,ele era.

      Mas eu sou mais a Florence Welch,da banda
      Florence and the Machine.

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    4. Por favor, não compare o Rod lixo sem talento Stewart com o Freddie Mercury. Ouvi muito falar de como foi uma zona a produção do primeiro Rock in Rio, devido ao amadorismo da galera, daí vieram querer botar culpa nos artistas. Rock in Rio foi feito nas coxa.
      Por exemplo, nunca ouvi nada de ruim sobre os shows do Queen no Morumbi, o pessoal lá era profissional de verdade.

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    5. Eu não diria amadorismo. Era inexperiência mesmo. Nunca um festival daquele porte havia sido realizado no Brasil, com tantos artistas ao mesmo tempo. Durou dez dias seguidos!!

      O show do Queen no Morumbi, em 1981, foi muito mais simples, porque era uma banda só. Não teve nem show de abertura com outro artista.

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  5. Freddie, o maior frontman de todos os tempos. Curto muito todas as eras. Mas, se for pra escolher, os meus álbuns favoritos são os do anos 70. Voz única do Freddie e som único da guitarra do Brian May que mistura peso com doçura na medida exata. Uma das maiores bandas que já existiu. O verdadeiro rock clássico!

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  6. O Mio Babbino Caro
    Uma pena mesmo não tê-lo conhecido, ele tava facinho na Sótão, Galeria Alaska, em 85.
    Agora Brian May deve ter passado por São Manoel, na Beira da Tuia, para tirar acordes tão doces em "Love of my life".

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    1. teve gente que viu ele lá na Alaska e na HS em 81

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    2. QUE PAPINHO DE COMADRES CHATO,HEIN?????

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    3. Anon 10:16
      Quando a Senhora surtar, não quero estar por perto. Começa assim!

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    4. SENHORA É TUA VOVÓ,12:08!

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    5. Vamos parar de briga, pessoal! Aqui todo mundo é civilizado. Já chega ter que aguentar bolsominion regurgitando merda o dia inteiro nas redes sociais. Vamos pela paz e pelo amor.
      Pela legalização das drogas! Pela legalização do bom senso!
      Pela legalização da educação! Pela legalização da cultura!
      O Brasil vai mudar, eu sei! Os bandidos vãos sair e ficar na obsolência. O povo vai voltar a sorrir pelos motivos certos. A vida será regada de amor como flores ao vento. Não haverá ignorância. Não haverá violência. Só haverá paz. O Brasil é o país do futuro sim! Stefan Zweig estava certo! A nova era da humanidade começará por aqui e o Novo Aeon será eterno e a Era de Aquarius será linda. Os deuses vão dançar e aclamar aos céus: "Brasil! Brasil! O petróleo é nosso! Acabou a mamata!" E rirão: "Como foram bobos..."
      Frases sem sentido que ficaram no inconsciente coletivo da manada brasileira. Usadas por políticos que montaram no povo cangado e cansado. Mas o brasileiro há de se chacoalhar e atirar à terra esses usurpadores.
      A glória cantará nas paisagens tropicais restauradas pela ecologia de Gaia que bradará: "A Terra vive! A Terra vive!"
      Louvemos à Gaia a verdadeira deusa de toda a Terra!
      É chegada a hora da humanidade saber a verdade.
      Verão, muitas revelações se darão nestes próximos anos. Os falsos cairão e os verdadeiros dançarão ao lado do Universo.

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    6. Oh! Glória!!!!
      rs

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    7. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  7. MESSIAS

    Quem é esse Fred Mercury aí,é parente da Daniela
    Mercury,taoquei?Eu não gosto disso aí não,eu
    gosto é de sertanejo universiotário,apesar que
    o Carluxo curtir esse cara aí porque tem tudo
    a ver com ele,taoquei?Nós,militares somos
    patriotas,e por isso ficamos de fora daquela
    reforma da Previdência que o mito,mito,mito,
    mito,o papai aqui apoiou enquanto os favelados
    CU-MU-NIS-TAS que vão comer aquele tourinho
    lá da Bovespa,taoquei?Eu só quero que essas
    bichas do George Soros trabalhem até morrer
    porque não gosto e nunca gostei de pobre como
    o meu amigo Adolf,taoquei?Dá licença,que eu
    vou dar a bunda pra minha amante,a Olava do
    Caralho,bicha velha lá da Virginia,taoquei?

    MINHA FAMILIA ACIMA DE TUDO,E MILICIA
    ACIMA DE TODOS!!!!!

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  8. Qual é sua música do Queen preferida, albúm e música solo do freddie, Tony?

    Me: My Melancholy Blues / album Jazz / Made in Heaven

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    1. Eu tenho várias favoritas. Algumas que não viraram megahits, como "Death on Two Legs", "Jealousy" e "You Don't Fool Me".

      Pra melhor álbum, fico entre "A Night at the Opera" e "Queen II".

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    2. Death on two legs é cabível ao Bolsonaro

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    3. Por falar em lado b, também gosto muito das músicas cantadas pelo Roger Taylor. Adoro I'm In Love With My Car.

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    4. More of that jazz tbm é bem boa

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    5. Toninho,copia pra gente aqui a capa da Ilustrada
      de hoje com LIN-MANUEL MIRANDA.Você já leu?

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    6. Li. Muito bom. No mesmo caderno tem uma matéria minha sobre ex-estrelas da Globo no streaming.

      Mas não posso fazer isto... A Folha não gosta. Sorry.

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    7. Que pena,Tony....valeu!!!!

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  9. O que é vc perguntando pq pelo menos um dos protagonistas da nova novela da globo não é negro.

    Eu escolhi amar a pessoa certa!

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  10. Good Old fashioned Lover boy é sua a sua cara e a cara do Bijnr.

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    1. What you're doing tonight, hey boy?

      Hmmm. Você chama meu marido de Bijr. Você nos conhece...

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    2. "Dining at the Ritz we'll meet at nine precisely ", embora o Ritz de vcs dois é o da Franca e não o de Londres haha.

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  11. Você sabia que os nomes "A Night at The Opera" e "A Day At The Races" são nomes de filmes dos irmãos Marx de quem o Freddie era fã?

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    1. Sim, inclusive ele ficou muito contente. A banda depois o conheceu na sua mansão pouco antes dele morrer e tocou '39 pra ele.

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    2. Mas "A Night at the Opera" não foi batizado assim como homenagem a Groucho Marx, mas por causa de "Bohemian Rhapsody". No ano seguinte a banda resolveu dar sequência à brincadeira e chamou seu novo disco de "A Day at the Races", que não tem nada a ver com corridas.

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    3. Há controvérsias. O Freddie colocou o nome em homenagem ao filme e porque tinha relação com o disco, a segunda menção também, só que sem relação temática com o álbum, mantendo somente a "tradição ". O próprio Groucho gostou e se pronunciou a respeito. O Freddie sempre foi fã declarado dos irmãos Marx.

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    4. Cadê a controvérsia? Você meio que replicou o que eu disse antes, com outras palavras.

      Quem não gosta dos irmãos Marx não merece viver.

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    5. A única coisa que eu sei é que o Freddie deixou crescer o bigode em homenagem ao Groucho Marx... Hehehe
      Gosto dos irmãos Marx, mas meus favoritos são Os Três Patetas.

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    6. Aliás, Tony, não sei se você curte Seinfeld ou os Três Patetas, mas sempre achei os maneirismos e trejeitos do Kramer muito iguais aos Shemp. Ele deve ser muito influenciado por ele.

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    7. Acho que ele deixou o bigode chevrom dele pq virou moda entre os homens gays dos Estados Unidos e pra esconder um pouco os dentes

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