quarta-feira, 3 de novembro de 2021

A MOSTRA DE MÁSCARA - 8

Viadagem dava até cadeia até relativamente pouco tempo, mesmo em países tidos como civilizados. O pretexto não era a homossexualidade em si, mas a chamada exposição indecente - em português claro, o banheirão. "Grande Liberdade", que vai representar a Áustria no próximo Oscar, tem um protagonista que passa três temporadas preso justamente por isto, nas décadas de 40, 50 e 60. Atrás das grades ele conhece um junkie, que a princípio o despreza. Os dois acabam virando amigos, e às vezes algo mais. Também há paixonites presidiárias e muito bullying dos carcereiros e demais prisioneiros. O filme de Sebastian Meisse seria melhor se o diretor tivesse feito uns cortes no roteiro, pois o ritmo dá uma ralentada na segunda metade. Mas a conclusão é magistral. Não, não vou dar spoiler.
"Deixe Amanhecer" vai ao Oscar a bordo de uma polêmica: o filme representa Israel e é dirigido por um israelense, mas é quase todo falado em árabe e tem elenco todo palestino. Foi o vencedor do prêmio Ophir, o Oscar de lá, e isto o credencia automaticamente a tentar uma vaga na premiação da Academia. Mesmo sendo um longa que aponta para uma das milhões de maneiras com que Israel inferniza a Palestina. Na trama, um casal com filho tenta voltar para Jerusalém depois da festa de casamento do irmão do marido. Mas o exército bloqueou a estrada, e eles não têm opção a não ser voltar para trás. Boiei um pouco na discussão sobre trabalhadores ilegais, e já vibrei mais com outros títulos do gênero. Mas minha lista de filmes vistos do Oscar só aumenta.

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