terça-feira, 19 de outubro de 2021

ESMAGANDO JACINTOS

Se não é fácil ser gay até hoje, imagina na década de 80. Na Polônia comunista. Em seus estertores, o regime achou que seria uma boa ideia perseguir e fichar homossexuais. Como não havia boates oficiais, os alvos eram banheiros públicos e outros pontos de pegação. As bibas eram presas, agredidas e humilhadas. Muitas eram casadas com mulher e tinham filhos, outras corriam o risco de perder seus empregos se fossem arrancadas do armário. É neste ambiente hostil que se passa "Entre Frestas", o título imbecil que o filme polonês "Hyacint" ("jacinto", o nome da operação policial) recebeu na Netflix brasileira. A trama deslancha quando o corpo de um figurão é encontrado num parque de Varsóvia. Um jovem investigador desconfia que alguma coisa está sendo abafada, e logo descobre que a vítima frequentava orgias gays e contratava michês. Não demora para ele conseguir um informante, que o introduz no mundo das festinhas clandestinas e começa a lhe despertar desejos inusitados. "Entre Frestas" tem um certo parentesco com "Cruisin' - Parceiros da Noite", em que Al Pacino procurava por um serial killer de viados. Mas também é um bom thriller contemporâneo, que explora um lado apavorante de um dos países mais homofóbicos da Europa.

11 comentários:

  1. Epa! A esquerda comunista não persegue (nem nunca perseguiu) viado algum. Isto é coisa exclusiva da direita.
    Essa conversa de que praticente todos os governos comunistas foram (ou continuam sendo) homofóbicos é invenção da GLOBO e outras mídias golpistas como a Netflix, que são pau mandado dos EUA!

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    1. Que tentativa mais tosca, minion. Você precisa melhorar muito se quiser ser engraçadinho.

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    2. Mas tem muito viado de esquerda que não protesta contra a homofobia dos regimes socialistas,tem uns que passam pano para Cuba até hoje,tudo bem que o Fidel pediu desculpas,foi uma atitude nobre do barbudo fumador de charuto,mas há dois anos atrás a polícia cubana proibiu a marcha LGBT e eu vi um silêncio enorme no PSOL e até no PT meu partido e eu fiquei puto com isso.

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  2. dizem que a polonia mudou que cracovia era e uma cidade legal, mas eu acho que...no Brasil não estamos melhor, a perseguição a gays mulheres independentes negros é feita de forma implicita mas não duvido nada que nossos nomes estejam fichados na ABIN eu fui vitima de repressao parecida sei o que estou falando

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  3. O Mio Babbino Caro
    Nem precisa ir pra Polonia. Anos 70/80 aqui no Brasil nem se davam ao trabalho de estruturar e nomear uma operação "jacinto" a Academia de Polícia ostentava ali na entrada da USP a metodologia anárquica para se alcançar os mesmos objetivos e a multidão de frequentadores dos banheirões em qualquer grande cidade, ou pequena mesmo, se viam condicionados, como na Praça Ramos ou na Galeria Prestes Maia a varrer ou lavar os banheiros e serem liberados depois de uns cascudos e humilhações.

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  4. Exato! Assim como os alemães o bloco soviético mantinha tudo documentado. Aqui tinham preguiça

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  5. Não tenho estômago para assistir esse tipo de filme. Ainda mais sábado que práticas parecidas ainda acontecem hoje em dia em alguns países

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  6. A história é interessante, mas o filme é chato, como tudo que vi vindo da Polônia...País que continua tão careta e homofóbico quanto nos tempos comunistas, mas Varsóvia tem saunas bafônicas e as yags polacas mandam ver, pra valer...

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