quinta-feira, 21 de outubro de 2021

A MOSTRA DE MÁSCARA - 1

So may we start? Hoje começou para valer a 45a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em formato híbrido: presencial e online. Como já tomei as duas doses, comprei a credencial de 20 ingressos e pretendo ver tudo nos cinemas. Abri os trabalhos com "Compartimento no. 6", que foi premiado em Cannes e irá representar a Finlândia no próximo Oscar. Achei legalzinho, não mais do que isso. Uma garota finlandesa pega um trem de Moscou para Murmansk, à beira  do oceano Ártico, para ver inscrições pré-históricas em pedras.  Dá o azar de cair no mesmo compartimento que um rapaz russo beberrão e grosseiro. A princípio os dois se odeiam, mas a gente sabe que vai rolar alguma coisa. As paisagens gélidas e o céu escuro não criam muito clima para um romance, mas acho que era isso mesmo que o diretor Juho Kuosmanen queria. De qualquer forma, valeu a viagem.
 
Fiquei pelas redondezas nórdicas para o meu segundo filme do dia. "Bergman Island" fala de um casal que aluga a casa que foi de Ingmar Bergman na ilha sueca de Fåro, em boa de inspiração - ambos são diretores e roteiristas. Não estão em crise, mas ela parece doida para estar. A história em que está trabalhando é de uma banalidade atroz, sobre um par de namorados que meio que reata, e somos brindados com cenas deste filme que ainda não foi feito. Não ajuda em nada o fato das atrizes Vicky Krieps e Mia Kasikowska serem desprovidas de carisma e beleza. O melhor do novo longa da cineasta Mia Hansen-Løve é o turismo pelos lugares que Bergman frequentou. Chega a ser um sacrilégio rodar um filme tão tolinho (e praticamente interminável) em um solo tão sagrado.

3 comentários:

  1. Achei interessante as trilhas sonoras "antiguinhas" em ambos os traillers: "Voyage, voyage" e "I love to love"

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  2. Gostei muito de Éden da Mia Hansen Love achei sensível e me tocou porque me lembrou de quando eu era xóvem. Sinto falta disso, me drogar ir em raves e conhecer gente’ loved Up!’ O mundo está parrudo e chato, é muita cocaina e pouco ecstasy

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  3. Falando em Rússia assisti carga 200 no MUBI e wao! Humor negro nota 10! Gostei muito principalmente da direção de arte e fotografia, vc realmente se sente em 1984 e a auto ironia é incrível pra governos sofisticados não pro Brasil que nem marighela se pode lançar

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