quinta-feira, 16 de setembro de 2021

O FIM DA SEMANA

A notícia era mais do que esperada e mesmo assim fiquei tristinho. A The Week São Paulo fechou as portas de vez, depois de mais de um ano e meio sem funcionar por causa da pandemia. A nota ao lado foi publicada hoje no Instagram, comunicando que o imenso imóvel da Pompeia foi vendido. Vão subir uns prédios ali... Estive lá pela última vez em novembro de 2019, mas já ia pouco fazia alguns anos. Mas nunca deixei de adorar a boate que eu mais frequentei na minha vida. Entre 2005 e 2012, fui praticamente todos os fins de semana, e não sei como sobrevivi. Fui gold, fui black, fui green, botei grupos imensos pra dentro, passei vexame e o André Almada sempre me tratou feito um rei. Tenho um milhão de boas lembranças da TW, e teria dois milhões se ainda me sobrassem todos os neurônios. Mas a vida continua: a Japonesa já está aprontando sua próxima casa, e a The Week Rio deve reabrir até o final do ano. Novas lembranças virão.

12 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    É só ajustar seu timing político que tudo bem, ninguém suporta empresário da Night Gay apoiando candidato da Universal.

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  2. Não fará falta, a construtora vai ter uma baita dificuldade em demolir restos de egos gigantescos que ainda habitam o lugar.

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    1. Impressionante a quantidade de gente ressentida com uma BOATE.

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    2. Kkkkk verdade, FREE padrãozins dos steroids( e outras cositas mas)!
      Sei lá, acho esses rolê tão anos 2000.

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  3. Muita gente ia na TW mas o babado forte com as bonitas não era exatamente inclusivo né? Esse ressentimento é a ressaca dos que ficavam de fora da festa. Lá tinha tudo, loucura, drama, exagero é vexame. Com certeza foi a boatebque mais frequentei também.

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    1. Vinham de todos os cantos... No domingo se encontravam algumas degustando uma massa pela Paulicéia mas eu preferia olhar aquilo tudo meio a distância enquanto folheava meu Rimbaud.

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  4. O Universo perfeito se tornou um bode...os moradores da Frei Caneca que o digam. Imagina vc não suportar mais um lugar e a única opção é esse lugar. Vi viado pirando.Eu passarinho.
    G-

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  5. Na primeira onda de Podcast, eu ouvia o do site MixBrasil, apresentado pelo Marcelo Cia, Fábio Angeli e Paulo Simoneti. Semanalmente, eles sempre passavam a Agenda do fim de semana em São Paulo e no Rio. Sempre havia uma história sobre a The Week. Bom, conhecer a The Week virou quase um sonho para mim. Nos anos 2000, eu já era maduro o suficiente para entender que ir à The Week seria igual a ir ao L’Orangerie: o ambiente é ótimo, é super agradável ver as Nymphéas de Monet, só que é só para olhar, elas não estão à venda e, se estivessem, eu não poderia comprar.
    E realmente foi isso. Eu amei o dia em que eu conheci a The Week, e as outras vezes em que estive lá. Mas era isso. Eu sabia que aquilo era um espaço para eu ir e admirar a vista. Antes da efervescência das “discussões de Starbucks e de Twitter”, onde o gay padrão só é melhor que o homem hétero cis, era óbvio para mim que aqueles homens bonitos (sim, existem outras belezas. Eu trabalho no meio de gente bem vestida e cheirosa, bonita, os “almofadinhas”, mas a beleza do gay padrão “The Week” é algo difícil de se ignorar) e que se cuidavam naquele extremo não iriam querer nada comigo. Eu acho que o ressentimento de muitos com o local vem dessa falta de compreensão.
    É uma pena que tenha terminado.
    Rodrigo.

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    1. Bobagem aquilo terminava com o boy contratado no interior matar seu patner na manhã seguinte...lembram.
      ( E nem RR conseguiria aliviar)

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  6. Foi ótimo nosso romance no banheiro...

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