domingo, 1 de agosto de 2021

MIL E UMA NOITES NUMA SÓ

Opa, mais uma prisão cheia de homens negros irriquietos. Só que dessa vez a barra é bem mais pesada: "Noite de Reis" se passa em La Maca, uma penitenciária na Costa do Marfim, onde os detentos fazem meio o que querem. O filme que levou o país africano a figurar entre os 15 semifinalistas do último Oscar internacional é um drama onde não faltam violência e injustiças. Mas também tem aham, poesia: o protagonista é um rapaz que, logo em seu primeiro dia atrás das grades, é designado "Roman" pelo chefe do lugar - ou seja, ele tem que contar histórias, mesmo sem ter experiência prévia. Roman apela então para a saga de outro delinquente, Zama King, e logo seus colegas de cadeia estão ilustrando com movimentos quase coreográficos as reviravoltas que ele narra. Também há imagens do que de fato aconteceu e ainda de um registro onírico, da luta entre uma rainha e um rei com superpoderes. Confuso? "Noite de Reis" tem muitas camadas e eu não sei se digeri todas. Mas o que ficou para mim foi a reafirmação do poder infinito do storytelling. O que diferencia o homem dos outros animais é que nós somos os únicos que gostam de ouvir histórias.

3 comentários:

  1. Quero ver ‘o Mauritânio’ sobre a história super real do dito prisioneiro mais high profile de Guantanamo que era inocente triste!

    ResponderExcluir
  2. Tem abuso? Estupro masculino? Filme de cadeia sempre isso é de cortar o coração de decepção.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. CORRETOR MALDITO,NO LUGAR DE SEMPRE TROCA POR SEM, FETICHE GRITA.

      Excluir