sexta-feira, 27 de agosto de 2021

O BARRACO DA VIÚVA

O MCU, ou universo cinematográfico da Marvel, está longe de ser uma das minhas especialidades. Assisti aos filmes dos Vingadores fora de ordem, alguns na TV, e pulei os longas do Capitão América e os mais recentes do Homem-Aranha. Não sei bem quem é quem, e não me importo. Por isto não me abalei em ir ao cinema para ver "Viúva Negra". Esperei o longa chegar de graça para todos os assinantes da plataforma Diseny +. E não é que eu me diverti? Para além das sequências de ação espetaculares (um pleonasmo, pois se não for espetacular não vale), o roteiro traça um complexo retrato da situação familiar de Natasha Romanoff. Antes de prosseguir, um parêntese para discutir esse nome: Natasha e Romanoff são, respectivamente, o prenome e o sobrenome russos mais óbvios, e parecem ter sido escolhidos por quem tem só um mínimo de conhecimento sobre a Rússia. Mal comparando, é como se a identidade secreta de uma heroína britânica fosse Mary Windsor. Voltemos à resenha. O mais interessante de "Viúva Negra" são as relações de amor e ódio que a protagonista têm com seus falsos pais e sua falsa irmã. Os quatro posavam como uma família "normal" nos Estados Unidos dos anos 1990, mas eram todos espiões russos - curioso que, àquela altura, já não houvesse mais União Soviética. Natasha também está em busca de sua mãe biológica, e a encontra da pior maneira possível. Resumindo: um barraco cabeludo, digno do "Casos de Família".

2 comentários:

  1. Ela é um personagem que surgiu (já adulta) nos quadrinhos no final da década de 60. Como os quadrinhos contavam histórias contemporâneas a época, sua infância foi nos anos 50. Logo, toda essa coisa de espião Russo fazia sentido.
    Praticamente todos os personagens clássicos têm sua origem baseada na realidade dos anos 50-70.
    Como todo o universo Marvel foi atualizado para os dias de hoje, fica essa coisa sem sentido quando vão contar as suas origens.
    Ou fingem que em 1990 a Guerra fria estava no seu auge, ou que a todos os bonitões e bonitonas que aparecem na tela têm, na realidade, por volta de 70 anos.

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  2. Sempre puxando saco de qualquer filmeco da Marvel e claro porque tem mulher como protagonista afinal gays são cadelinhas de mulheres e gostar de tudo que envolva elas e odiar o próprio gênero masculino, afinal mesmo sendo gay ainda é homem. Outro filmeco da Marvel genérico e esquecível, com uma vilão merda e cenas copiadas de filmes como Bourne e Missão Impossível.

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