terça-feira, 17 de agosto de 2021

DANÇA PRO TIO, DANÇA

É um erro achar que o Taleban caiu de Marte. Que são um bando de malvados ameaçando os afegãos bonzinhos. Assim como o birolismo aqui no Brasil, o fundamentalismo religioso está impregnado no DNA cultural do Afeganistão. Ou, melhor dizendo, os dois casos refletem a falta de cultura e educação de seus países. Só um em cada três afegãos é alfabetizado. Tampouco existe por lá uma identidade nacional comum. O que há são diversas etnias, e a dominante, a pushtun, é justamente de onde surgiu o Taleban. Como o país é isolado e seu único produto de exportação é a heroína, o Ocidente nunca achou que valesse a pena colonizá-lo. O resultado é que a mentalidade medieval subsiste por toda parte. Um dos aspectos mais tétricos dessas tradições são os bacha bazi, ou garotos dançarinos. Como em toda nação islâmica, homens e mulheres são criados separados no Afeganistão, e os noivos às vezes se conhecem apenas no altar. Os rapazes então se aliviam com garotinhos, vendidos como escravos sexuais por suas famílias pobres. Esses moleques são obrigados a se pintar e a dançar feito garotas, e depois são abusados por seus senhores. Não dá mesmo para esperar muita coisa de um país onde isso existe até hoje.

14 comentários:

  1. Ironicamente, um traço cultural que só libera para os pedófilos enquanto reprime os adultos que teriam relação consensuais. Ser LGBTQIA+ no Afeganistão é um crime que pode ser punido com a morte inclusive. O horror sempre esteve lá, as pessoas escolhiam não ver...

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    1. Aqui,ser gay é um crime que pode ser punido com
      a morte,também.Com o nosso desgoverno que temos...

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    2. Anônimo 13.06 que drama !!!! Não ocorreu nenhum crime de ódio da época do PT ... menos, menos por favor ( o bolsobosta é um oportunísta sem qualificação, mas menos elocubrações)

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  2. A gente troca informações bacanas sobre, séries, filmes, livros, comportamento neste espaço. Ficamos indignados com a postura desse bando que está no governo, tentamos seguir os caminhos democráticos, culturais, espirituais, desenvolver a empatia. Daí a gente vê o Haiti, a Síria, o Sudão do Sul e o Afeganistão.. Essa foto do post, para quem é pai, é uma facada. A população desses países é muito parecida com a nossa, têm desejos, vontades, sonhos. Será que nunca vamos seguir?

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  3. Realidade triste, horrorosa. A que ponto chegou a humanidade…

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    1. A humanidade não chegou a lugar nenhum pois nunca saiu do lugar. Ela sempre esteve lá. Muitas das mostruosidades humanas são feitas repetidamente faz muitos séculos.

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    2. A Marielle foi morta aonde,no Afefanhistão
      ou aqui mesmo,hein,rapaziada?????

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  4. Tony, não encontrei informações com o termo bacharelar-se-ão berzi, então acredito que o termo correto seja bacha bazi, com o qual encontrei inúmeras reportagens. Que deprimente a situação dessas crianças.

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  5. Respostas
    1. Não há uma grafia oficial em caracteres ocidentais. O New York Times usa Taiban. A Folha, Taleban.

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    2. Na época do 11/9 e da invasão do Afeganistão, salvo melhor memória, a maioria da imprensa brasileira adotou/manteve “Talibã”. Inclusive é como está no título do artigo em português da Wikipedia (mas junto com outras transliterações como as que você citou). Mas Talibã pelo menos “soa” visivelmente aportuguesado, o que geralmente tende a ganhar a minha preferência quando estou falando em Português. Eu já sinto uma dor quando vejo que um determinado lugar tem um nome em português de Portugal que remonta há séculos pra vir (geralmente da imprensa brasileira) uma nova versão basicamente adaptada do inglês (Moscou x Moscovo, Amsterdã x Amsterdão, Aachen x Aquisgrão)

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  6. Só para constar. O Talibã, quando estava no poder na década de 90, considerava a prática do bacha bazi um crime punível com morte igual a homossexualidade.

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  7. No Paquistão também existe essa prática. Inclusive é mais fácil de achar documentários sobre esta prática no Paquistão do que Afeganistão.

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