segunda-feira, 26 de julho de 2021

FADINHA

Em meio ao baixo astral que consome o Brasil, as Olimpíadas têm servido para nos animar. A prata de Kelvin Hoefler no skate e o bronze de Daniel Cargnin no judô foram ótimos, mas nada se compara ao jorro de energia que varreu o país nessa madrugada, com a prata de Rayssa Leal, a Fadinha. Nunca tanta gente ao mesmo tempo torceu para que meninas de 13 anos dos outros países caíssem da prancha, contrariando o slogan da Globo que de os Jogos despertam o melhor de nós. Mas a zica funcionou: Rayssa é a mais jovem medalhista em 85 anos, e seu sorriso, sua empolgação, seu vídeo no Tik Tok, tudo isso cai feito bálsamo sobre nós. Adoraria que ela não tirasse foto ao lado do Bozo quando voltar, mas acho difícil. Bom pelo menos nós não precisamos nos preocupar com quem ela votou em 2018.

Um comentário:

  1. O Mio Babbino Caro
    Além de alavancar o esporte entre as meninas que inúmeros pais e parentes não as permitiam praticar por que achavam que era sapatão. Assim mesmo confuso e absurdo.

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